A obsolescência do TDD (Telecommunications Device for the Deaf) acontece quando a forma como a empresa organiza, entrega ou usa seus dados deixa de acompanhar o que o negócio precisa hoje. Isso pode ocorrer porque a tecnologia ficou antiga, porque as regras de proteção de dados mudaram ou porque os sistemas já não conseguem dar conta de novas demandas digitais.
Por muito tempo, esse assunto foi tratado apenas como um problema técnico da área de TI. Mas isso mudou. Quando o serviço não funciona bem, a empresa pode ter dificuldades para cumprir normas de segurança, oferecer uma boa experiência ao usuário e controlar custos de operação.
E é justamente por isso que vamos abordar a obsolescência do TDD, quais são os riscos de manter o TDD ativo, quando aposentar a tecnologia e outros aspectos estratégicos para seu negócio. Entenda mais detalhes sobre como essa transformação digital impacta seu negócio neste guia completo.
O que é a obsolescência do TDD?
A obsolescência do TDD acontece quando essa tecnologia, que antes era usada para prestar atendimento para a comunidade surda, deixa de fazer sentido na prática do dia a dia das empresas.
E isso ocorre com frequência por causa da lógica do sistema. Uma vez que, é uma abordagem de atendimento que já não acompanha a velocidade de evolução tecnológica, o que pode gerar problemas
Como o TDD costuma depender de equipamentos físicos específicos e de estruturas mais antigas, ele acaba tendo dificuldade para se integrar com canais digitais atuais que envolvem sistemas em nuvem, aplicativos e plataformas online.
Por isso, ao escolher manter o sistema de atendimento a empresa pode gerar mais custo, mais esforço e menos resultado por causa da perda de relevância operacional.
Esse cenário fez com que o tema deixasse de ser apenas técnico e passou a influenciar decisões estratégicas sobre atualização tecnológica e eficiência do negócio.
Conte com uma solução adequada em seu negócio, que acompanha a evolução tecnológica. Utilize a plataforma ICOM para garantir atendimento de intérpretes de Libras e tenha uma empresa verdadeiramente inclusiva.
Por que o aparelho TDD é considerado uma tecnologia legada?
O aparelho TDD é considerado uma tecnologia legada, ou seja, uma solução antiga que ainda funciona, mas já não acompanha os padrões atuais de inovação.
Em outras palavras, muito embora o TDD funcione, seu uso já não acompanha as necessidades atuais de conectividade, velocidade e integração digital.
Esse processo de obsolescência é comum na tecnologia, como ocorreu com outros sistemas, por exemplo, o telefone residencial com fio.
O TDD especificamente apresenta limitações técnicas importantes, como baixa capacidade de expansão, dificuldade para se conectar a plataformas modernas e dependência de equipamentos físicos próprios. Essa dependência gera custos elevados para obtenção e manutenção dos componentes.
Além disso, seu uso costuma exigir operadores treinados para interpretar e intermediar as mensagens, o que reduz a agilidade do atendimento e aumenta o custo operacional.
Por esses motivos, mesmo sem estar totalmente fora de uso, o TDD perde espaço para tecnologias mais flexíveis, acessíveis e compatíveis com os canais digitais atuais, reforçando sua classificação como tecnologia legada.
Quais são os riscos de manter o TDD ativo na empresa?
Manter o TDD ativo na empresa envolve uma série de riscos como o jurídico, de imagem, operacional e de fazer um investimento sem retorno expressivo. Entenda mais detalhes a seguir:
Risco jurídico
A dependência de uma tecnologia antiga pode dificultar diretamente o cumprimento de normas atuais de acessibilidade, proteção de dados e padrões técnicos exigidos por reguladores, aumentando a exposição a sanções ou questionamentos legais.
Uma vez que, toda empresa precisa cumprir a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Lei n° 13.146 de 6 de julho de 2015. Bem como, a Lei Geral de Proteção de Dados, Lei n° 13.709 de 14 de agosto de 2018.
Risco de imagem
Quando uma empresa usa soluções ultrapassadas transmite a percepção de atraso tecnológico e pouca preocupação com experiência do usuário. O que obviamente por afetar negativamente a imagem da empresa em seu mercado.
Além disso, a solução inviabiliza o ganho de escala, o que faz com que a empresa pareça limitada aos olhos dos clientes e parceiros de negócios.
Risco operacional
Equipamentos antigos tendem a falhar com mais frequência, possuem manutenção mais difícil e apresentam baixa integração com sistemas digitais modernos, comprometendo a continuidade do serviço e a eficiência dos processos.
Outro fator relevante é que os custos de manutenção ficam mais altos. Aspecto que impacta diretamente na questão operacional, impactando a competitividade da empresa.
Risco de investimento em algo que não evolui
Manter recursos financeiros em uma tecnologia que não evolui reduz a capacidade de investir em soluções mais eficientes. Por não ter uma tecnologia escalável e alinhada ao futuro digital do negócio a equipe perde tempo e recursos financeiros diariamente.
O que pode ser um impedimento do avanço contínuo da empresa no mercado digital gerando prejuízos significativos para a competitividade da empresa.
Por que o TDD não acompanha a transformação digital das empresas?
O TDD não acompanha a transformação digital das empresas porque foi concebido em um contexto tecnológico muito anterior ao atual. A tecnologia atendia a comunicação pontual, com dependência de hardware dedicado e pouca capacidade de integração com outros sistemas.
Na atualidade a estratégia digital exige escalabilidade, automação e integração contínua de dados, o TDD se torna limitado. A solução oferece um funcionamento comprometido. Isso se dá por não se conectar de forma nativa a estruturas omnichannel, estratégia que integra diferentes canais em uma única jornada de atendimento ou se integrar adequadamente com plataformas de CRM.
Isso impede a unificação da jornada do usuário, dificulta a coleta e análise de dados em tempo real e bloqueia iniciativas de automação de atendimento e personalização de serviços.
A transformação digital exige sistemas integrados, que crescem conforme a demanda e usam dados para tomar decisões. O TDD, por outro lado, funciona de forma isolada, manual e com pouca capacidade de expansão.
O que mudou no comportamento da comunidade surda nos últimos anos?
O avanço da tecnologia mudou o comportamento da comunidade surda, que passou a valorizar as interações em Libras e os atendimentos usando vídeo em tempo real. Há uma preferência crescente por chamadas por aplicativos e serviços que permitem intermediação humana qualificada, como intérpretes disponíveis sob demanda.
Esses formatos tornam a comunicação mais natural, rápida e alinhada à forma visual de expressão predominante na comunidade surda. Nesse contexto, soluções baseadas apenas em texto digitado, como o TDD, deixam de refletir a dinâmica atual de interação.
A evolução para canais visuais, integrados a plataformas digitais e acessíveis por dispositivos móveis, mostra um distanciamento progressivo entre tecnologias antigas de telecomunicação e as práticas atuais adotadas pela comunidade surda. Não se trata de uma questão de preferência individual, na realidade é uma adaptação às possibilidades oferecidas pelos novos meios digitais.
Substituir TDD por vídeo é uma evolução natural?
Substituir TDD por vídeo pode ser entendido como uma evolução natural dentro do processo de transformação digital e de ampliação da acessibilidade. Isso porque o vídeo não representa a adoção de uma tecnologia mais alinhada à forma como muitas pessoas surdas se comunicam.
Com interação em tempo real e presença de intérprete humano quando necessário, o vídeo se posiciona como a melhor solução na atualidade. Ao considerar a possibilidade de substituir TDD por vídeo, surgem ganhos claros de experiência do usuário.
Também há ganhos de eficiência operacional, com maior integração a plataformas digitais, automação de fluxos e escalabilidade do atendimento. O uso de vídeo beneficia a inclusão de forma concreta, usando a tecnologia para atender as necessidades reais de comunicação.
Dado o cenário social, a mudança é mais que uma solução tecnológica. Na prática, representa um avanço importante na qualidade de serviço, acessibilidade efetiva e alinhamento com o ambiente digital contemporâneo.
O que é uma central de intermediação para surdos e como ela funciona?
A central de intermediação para surdos, comumente chamada de Central de Intermediação em Libras (CIL) é um serviço que facilita a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes durante um atendimento.
Nesse modelo de atendimento, ao invés de depender apenas de texto digitado ou de equipamentos antigos, essa central utiliza principalmente vídeo em tempo real e Libras. O que permite que a pessoa surda se comunique de forma mais natural, com o apoio de um intérprete quando necessário.
Na prática, o funcionamento é simples: a pessoa surda inicia o atendimento por vídeo, conversa em Libras com o intérprete da central e esse profissional faz a mediação da conversa com o atendente da empresa.
Durante a interação o atendente pode estar ao telefone, em um sistema de atendimento digital ou em outro canal já existente para interagir com o cliente.
Tudo acontece ao mesmo tempo, garantindo fluidez na comunicação e resolução mais rápida das demandas apresentadas pelos clientes.
Esse modelo também pode ser conectado aos sistemas que a empresa já utiliza, como plataformas de atendimento, contact center ou canais digitais, sem exigir mudanças complexas na operação.
Assim, a central de intermediação amplia a acessibilidade, melhora a experiência do usuário e mantém o atendimento integrado ao fluxo normal da organização.
Quais critérios o Diretor de TI deve avaliar ao aposentar o TDD?
Ao decidir pela aposentadoria do TDD, o Diretor de TI deve avaliar critérios objetivos que garantam continuidade operacional, como integração, segurança, escalabilidade, compliance e outros, entenda:
Critério 1: integração
É fundamental verificar se a solução substituta se conecta facilmente a CRM, contact center, canais digitais e demais sistemas corporativos, evitando ilhas tecnológicas e retrabalho operacional. Afinal, o retrabalho gera custo.
Critério 2: segurança
Em sua análise, garanta que a nova tecnologia atenda aos padrões atuais de proteção de dados, controle de acesso, registro de interações e governança da informação. O objetivo é que a nova solução seja eficiente e segura ao mesmo tempo.
Critério 3: escalabilidade
Se faz necessário avaliar se o modelo suporta crescimento de demanda, novos canais de atendimento e expansão futura sem necessidade de grandes mudanças estruturais. Tendo em vista que, toda empresa busca o avanço contínuo em sua operação, o que requer tecnologia que suporte essa ampliação.
Critério 4: compliance
Antes de selecionar a solução ideal é preciso confirmar aderência às normas de acessibilidade, requisitos regulatórios do setor e políticas internas de governança. Esse cuidado contribui para a redução da exposição de riscos jurídicos da marca.
Critério 5: custo total de propriedade (TCO)
Durante a seleção é preciso comparar não apenas o investimento inicial, mas também custos de manutenção, suporte, operação e evolução tecnológica ao longo do tempo. Dessa forma, é possível evitar uma escolha pensando meramente no valor inicial, sem considerar os demais custos envolvidos na decisão.
Critério 6: experiência do usuário
É importante analisar se a nova solução oferece comunicação mais fluida, inclusiva e alinhada ao comportamento atual dos usuários. O objetivo é contribuir para a satisfação e eficiência do atendimento de seus clientes.
Quando é o momento certo para aposentar o aparelho TDD?
O momento certo para aposentar o aparelho TDD geralmente não aparece como uma decisão isolada, mas sim dentro de movimentos maiores de revisão tecnológica e estratégica da empresa.
Como é o caso de momentos em que ocorrem a revisão de contratos e fornecedores, que são períodos em que naturalmente ocorre a revisão de tecnologias legadas visando substituir por soluções mais atuais.
Também é comum buscar essa mudança quando se tem projetos de atualização de canais de atendimento para adotar omnichannel ou migrar para nuvem. Quando ocorre uma auditoria interna é natural que sejam identificadas falhas ocasionadas pelo aparelho TDD, indicando o momento ideal para aposentar a tecnologia.
Na prática, aposentar o TDD torna-se uma consequência natural quando a organização entra em ciclos de modernização, governança e eficiência. Empresas que possuem metas relacionadas ao impacto social, diversidade e acessibilidade também devem considerar a aposentadoria da tecnologia.
Conclusão
A obsolescência do TDD não está ligada apenas à perda e relevância operacional diante de um ambiente cada vez mais digital. Na prática, manter uma tecnologia legada ativa pode gerar um custo invisível que limita a eficiência e reduz a qualidade da inclusão oferecida, ao mesmo tempo que consome recursos que poderiam ser usados para inovar.
Ao substituir estruturas antigas por soluções baseadas em vídeo, integração e mediação em tempo real, a empresa avança simultaneamente em eficiência operacional, acessibilidade efetiva e estratégia de longo prazo.
Se o objetivo é transformar acessibilidade em valor real de negócio, vale conhecer as soluções da plataforma ICOM, que permitem modernizar o atendimento à comunidade surda com integração aos sistemas existentes, escalabilidade e foco em experiência do usuário.
Especialista em Acessibilidade, ICOM
