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Garantir sites acessíveis para pessoas com deficiência não é apenas uma boa prática de usabilidade, uma vez que, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) determina que todos os sites mantidos por empresas com sede ou representação comercial no país, assim como pelos órgãos públicos, devem oferecer acesso pleno às informações e funcionalidades disponíveis na página.

Segundo dados do Centro de Estudos sobre Tecnologias Web, o Brasil tem mais de 14 milhões de pessoas com deficiência, mas apenas 2% dos sites brasileiros atende aos critérios de acessibilidade digital, o que evidencia uma lacuna significativa entre legislação, práticas de mercado e a experiência real dos usuários com deficiência.

Além de cumprir a legislação brasileira, desenvolver sites acessíveis para pessoas com deficiência também segue diretrizes internacionais como as Web Content Accessibility Guidelines (WCAG), que orientam a criação de interfaces que podem ser percebidas, compreendidas e navegadas por pessoas que enfrentam barreiras visuais, auditivas, motoras ou cognitivas.

Para te auxiliar a compreender a relevância de estruturar sites acessíveis para pessoas com deficiência, idosos e pessoas com dificuldade de navegar online, nós trouxemos um guia completo sobre o tema, esclarecendo o que são sites acessíveis, qual a relevância de investir na acessibilidade de sua página e o que fazer para promover a inclusão através de seu website.

O que são sites acessíveis?

Sites acessíveis são aqueles desenvolvidos para que todas as pessoas, inclusive pessoas com deficiência visual, auditiva, motora, cognitiva ou intelectual, consigam acessar, compreender, navegar e interagir com os conteúdos e funcionalidades sem barreiras.

Na prática, isso significa que o site deve funcionar corretamente com:

Um site acessível segue princípios fundamentais da acessibilidade digital, geralmente baseados nas diretrizes internacionais WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), que se apoiam em quatro pilares:

Além de promover inclusão social e digital, sites acessíveis melhoram a experiência do usuário (UX), aumentam o alcance do público, fortalecem o SEO, aspectos que são fundamentais para a construção da reputação da empresa online.

Um site acessível beneficia não só os usuários que possuem alguma deficiência como também idosos e pessoas que sofrem com alguma dificuldade de navegação.

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Por que investir em sites acessíveis para pessoas com deficiência?

Investir em sites acessíveis para pessoas com deficiência é uma decisão estratégica que envolve inclusão, conformidade legal, desempenho digital e crescimento do negócio. Uma vez que o site acessível garante que todas as pessoas consigam acessar informações, produtos e serviços.

No Brasil, milhares de pessoas com deficiência usam a internet em busca de educação, trabalho, serviços e realização de compras. Ao tornar o seu site acessível, é possível promover igualdade de acesso, possibilitando o cumprimento da legislação brasileira.

Além disso, o site acessível tem uma melhoria direta no SEO, o que proporciona um desempenho orgânico muito mais eficiente, promovendo maior visibilidade para a marca online.

Dessa forma, é possível aproveitar os benefícios da ampliação do público, que tende a potencializar a conversão. Afinal, quanto mais pessoas conhecem e confiam na marca, naturalmente maiores são as chances de realizar vendas.

Outro aspecto relevante é que empresas que investem em acessibilidade digital demonstram consciência social, inovação e compromisso com diversidade e inclusão. Isso impacta positivamente a percepção do público, parceiros e investidores, além de diferenciar a marca no mercado.

Sites acessíveis para pessoas com deficiência são obrigatórios por lei?

Sim, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência.

De acordo com o artigo 63 da LBI, é obrigatória a acessibilidade nos sites mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País e nos sites de órgãos de governo, garantindo acesso às informações disponíveis para pessoas com deficiência.

Além da LBI, a acessibilidade digital é reforçada por normas e diretrizes complementares, como:

Essas diretrizes orientam como os sites devem ser estruturados para permitir o uso por pessoas com deficiência visual, auditiva, motora e cognitiva.

O que diz a legislação sobre sites acessíveis para pessoas com deficiência?

A legislação não lista item por item para determinar claramente o que é um site acessível. Todavia, exige que os sites sejam desenvolvidos de forma que permitam o uso por leitores de tela, navegação apenas pelo teclado e textos legíveis e compreensíveis.

Quando se fala em textos compreensíveis a legislação é clara em abordar que a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é um meio de comunicação válido no país e que precisa ser disponibilizado para garantir acesso à informação e serviços. 

Uma vez que, para uma pessoa surda alfabetizada em Libras, uma mensagem só é transmitida de forma compreensível se estiver Libras. Mesmo que uma pessoa com deficiência auditiva tenha sido alfabetizada em português como segunda língua, é a Libras que garantirá a acessibilidade do conteúdo.

Além disso, também há orientação sobre o contraste adequado de cores e disponibilização de conteúdos acessíveis a pessoas com deficiências visuais, auditivas, motoras e cognitivas.

Em linhas gerais, a legislação é clara sobre a necessidade de adaptar a página para que ela seja acessível para qualquer brasileiro. E isso não é uma regra aplicável apenas para grandes empresas ou sites governamentais.

Na prática, toda empresa que deseja ter um e-commerce ou um site institucional precisa estruturar o material online com o intuito de que a acessibilidade seja promovida. Afinal, nenhum brasileiro pode ser excluído no ambiente virtual por ter dificuldades de acessar páginas relevantes para concluir compras ou ficar bem-informado.

Quantos sites são acessíveis?

De acordo com a pesquisa realizada pela BigDataCorp em parceria com o Movimento Web para Todos (MWPT) apenas 2,9% dos sites brasileiros eram acessíveis em 2024. O dado representa uma queda no número de páginas acessíveis em relação à mesma pesquisa que foi conduzida também em 2023.

No segmento de portais de notícias, houve uma melhora da acessibilidade entre 2023 e o comparativo de 2024. Contudo, o número de páginas realmente acessíveis para os brasileiros ainda é ínfimo.

Afinal, no contexto em que se analisa 26,3 milhões de sites ativos no Brasil, ter apenas 2,9% das páginas cumprindo a legislação revela que há um problema significativo e que medidas precisam ser adotadas para que as pessoas com deficiência sejam verdadeiramente incluídas no ambiente digital.

O que se tem feito para incluir as pessoas com deficiência na internet?

Nos últimos anos, diversas ações legais, tecnológicas e educacionais têm sido adotadas para incluir as pessoas com deficiência na internet, reduzindo barreiras digitais e promovendo acesso igualitário à informação, aos serviços e ao consumo online. Esses avanços envolvem governos, empresas, desenvolvedores e a sociedade civil.

A Lei Brasileira de Inclusão, por exemplo, torna obrigatória a acessibilidade online e é relativamente recente, afinal, é uma legislação de 2015, período em que a internet ainda não era tão popular no país quanto nos dias atuais.

Além disso, a adoção de diretrizes internacionais de acessibilidade como WCAG é uma das medidas que determinou o padrão técnico global de produção de sites mais acessível. O que faz toda a diferença para que se tenha acesso aos conteúdos diversos que estão disponíveis online.

Outra vertente extremamente relevante é o desenvolvimento de tecnologias assistivas, que tem apresentado avanço significativo ao longo dos últimos anos. Afinal, são os leitores de tela, softwares de reconhecimento de voz, legendas automáticas e navegação por comandos de teclados que possibilitam o acesso pleno às páginas.

Com a conscientização de que a internet precisa ser um ambiente acessível tal qual os ambientes físicos, é natural que as tecnologias continuem avançando, contribuindo para que todos possam usufruir das informações que são compartilhadas online.

Muito embora a inclusão das pessoas com deficiência na internet esteja avançando a passos curtos, é natural que a conscientização ganhe força online, contribuindo para que mais pessoas tenham a oportunidade de usar os sites para se manterem informadas, usufruírem de formações online e até mesmo oportunidades de trabalho remoto.

Uma vez que, muitas empresas podem preencher a cota PCD contratando profissionais com deficiência para trabalhar remotamente, mas para tal, é indispensável ter uma estrutura digital acessível para integrar o novo colaborador.

Quais são os obstáculos da inclusão de pessoas com deficiência na acessibilidade digital no Brasil?

Apesar dos avanços legais e tecnológicos, a inclusão de pessoas com deficiência na acessibilidade digital no Brasil ainda enfrenta diversos obstáculos estruturais, culturais e técnicos. Fatores como falta de conhecimento técnico sobre acessibilidade, falta de fiscalização e barreiras econômicas explicam por que muitos sites, sistemas e plataformas continuam inacessíveis. Entenda mais detalhes:

1.      Barreiras econômicas

Em muitas empresas, a falta de orçamento e de equipe especializada é uma barreira significativa, que impede o negócio de estruturar medidas verdadeiramente inclusivas em sua página.

Além disso, muitos empresários que possuem negócios pequenos e médios enxergam a acessibilidade como um custo e não como um investimento capaz de trazer retorno real.

Por isso, é relevante fazer a priorização estratégica, visando melhorar a experiência do usuário que navega em sua página por meio das alterações que visam tornar o site acessível.

2.      Falta de fiscalização efetiva

Muito embora exista a legislação vigente, a falta de fiscalização ainda é um problema que impacta as pessoas que necessitam de sites acessíveis. Afinal, as empresas não são multadas e não sofrem sanções por falta de acessibilidade online.

Geralmente, só existe alguma implicação real para aquelas empresas que são denunciadas por causa da política de construção do site de forma excludente.

Quando a empresa é notificada pelo Ministério Público é que as primeiras medidas de acessibilidade são adotadas, após a marca já ter construído um legado de exclusão online.

3.      Falta de conhecimento técnico sobre acessibilidade

Sem dúvidas, uma das maiores dificuldades nas empresas é o desconhecimento técnico para construir um site verdadeiramente acessível. Profissionais de design, marketing e produção de conteúdo precisam ser treinados nas diretrizes WCAG.

Por não ter formação adequada sobre acessibilidade digital, WCAG ou uso de tecnologias assistivas, o profissional constrói o site pensando na estética e usabilidade que favorece somente o público-alvo da marca.

Como resultado, o site é feito do zero sem considerar leitores de tela, navegação por teclado ou padrões semânticos, exigindo posteriormente uma atualização completa para que a página se torne acessível.

4.      Baixa participação de pessoas com deficiência nos testes das páginas

Outro obstáculo relevante é a ausência de pessoas com deficiência nos testes de usabilidade. O que impede que os reais problemas vivenciados pelo usuário sejam percebidos durante a navegação de teste.

O ideal é ter um grupo de teste que sirva como controle de qualidade, contribuindo para identificar se a experiência do usuário é compatível com aquilo que foi desenhado pela empresa.

Durante a avaliação de um usuário real é possível perceber as falhas e corrigir, para que o site seja lançado com a máxima eficácia possível em termos de acessibilidade para pessoas com deficiência.

5.      Desigualdade no acesso à internet

Além da acessibilidade dos sites, há um problema estrutural que é a falta de acesso à internet de qualidade para que as pessoas com deficiência consigam navegar.

Outro problema expressivo é o alto custo de dispositivos e tecnologias assistivas que tornam o acesso mais limitado, agravando a exclusão digital, especialmente em cidades menores e regiões afastadas dos grandes polos como Rio de Janeiro e São Paulo.

Portanto, é necessário que existam esforços conjuntos da iniciativa pública e privada para que esse tipo de barreira possa ser vencida.

6.      Sites e sistemas antigos

Em muitos casos, as empresas utilizam plataformas antigas, códigos desatualizados e estruturas que são incompatíveis com as tecnologias assistivas. Esses sites já são consolidados e precisam de uma migração trabalhosa para que se tornem acessíveis.

Esse cenário gera a necessidade de um investimento elevado para que ocorra a adaptação de todas as páginas sem que o site perca a performance que já possui no mercado.

Por isso, muitas empresas negligenciam a necessidade de adaptar o conteúdo, dada a complexidade da transição que precisará ser executada para que a página se torne acessível.

Como tornar seu site acessível para as pessoas com deficiência?

Existem diferentes estratégias que podem ser adotadas para tornar o site acessível para pessoas com deficiência como o uso correto de heading tags, estratégias eficazes de descrição das imagens com uso de textos alternativos e outros recursos, entenda:

Uso correto de heading tags

As heading tags organizam o conteúdo da página de forma hierárquica e são essenciais para usuários que utilizam leitores de tela, pois permitem a navegação rápida entre seções, facilitando a localização de informações pertinentes.

Para tal, use apenas um H1 por página, representando o tema principal. Estruture o restante do conteúdo de forma lógica e hierárquica, usando H2, H3 e H4. Além disso, evite usar headings apenas para fins estéticos.

Sempre se certifique que os títulos descrevem claramente o conteúdo de cada seção, estruturando o conteúdo para facilitar a compreensão e melhorar a acessibilidade, que consequentemente contribui para o ranqueamento nos mecanismos de busca.

Textos alternativos em imagens

O texto alternativo (alt) descreve o conteúdo da imagem para pessoas com deficiência visual que utilizam leitores de tela e também é fundamental para SEO. Por isso, é preciso descrever a imagem de forma objetiva e contextual.

Durante a descrição, evite o uso de termos genéricos como imagem ou foto e não repita informações já presentes no texto ao redor. Em termos gerais, além de tornar o site acessível, o uso correto de textos alternativos melhora a indexação de imagens nos buscadores.

Portanto, é uma estratégia relevante para toda página criada em seu negócio, visando que o material posicione seu site da melhor forma possível.

Contraste e legibilidade

Um contraste inadequado entre texto e fundo é uma das barreiras mais comuns para pessoas com baixa visão, daltonismo ou dificuldades cognitivas. O que faz com que seja relevante garantir que o contraste entre texto e fundo seja suficiente.

Além disso, mantenha o espaçamento adequado entre linhas e parágrafos e evite textos longos em letras maiúsculas. Prefira fazer uso de fontes legíveis e com tamanho adequado, para facilitar a compreensão.

Conteúdos legíveis tornam a navegação mais confortável e reduzem a taxa de rejeição do site. Em e-commerces, é importante ser direto na descrição das informações de cada produto, visando explicar tudo que o cliente busca saber.

Formulários acessíveis

Formulários mal estruturados são grandes obstáculos para pessoas com deficiência, especialmente usuários de leitores de tela ou navegação por teclado. Por isso, é importante garantir que o formulário possa ser preenchido apenas com o teclado.

Tenha o cuidado de organizar os campos de forma lógica e previsível, com o intuito de aumentar as taxas de conversão e garantir que todos os usuários consigam concluir ações importantes no site, como cadastros e compras.

De modo que a experiência de navegação não seja interrompida por causa do formulário complexo que dificulta a compra ou obtenção de um e-book, por exemplo.

Como saber se um site é acessível para pessoas com deficiência?

Saber se um site é acessível para pessoas com deficiência envolve a combinação de testes técnicos, avaliações humanas e uso de ferramentas específicas. Não existe um único indicador isolado, mas sim um conjunto de critérios que mostram se o site realmente pode ser usado por todos.

Tudo começa com a navegação somente pelo teclado, usando Tab, Shift + Tab, Enter e setas. Acesse todos os links, botões e formulários para identificar se a navegação é realmente possível.

Outro teste é acessar o site usando leitores de tela que simulam a experiência de pessoas com deficiência visual. Ao testar um site com essas ferramentas, é possível identificar falhas na estrutura e no conteúdo. Se a navegação for confusa, o site não é acessível.

Verifique a estrutura de headings, identificando se há apenas um H1 e se o uso de H2, H3 e H4 é hierárquico. Confira também se os títulos descrevem claramente o conteúdo. Confira se o contraste entre texto e fundo é adequado e se o tamanho da fonte é legível em diferentes tipos de tela.

Preencha os formulários no site e verifique se não há mensagens de erro e teste todas as ferramentas automáticas de acessibilidade mais comuns. À medida em que conduz os testes e corrige os erros, a página estará mais acessível.

Quais são os principais exemplos de sites com acessibilidade para deficientes?

No Brasil algumas páginas são bons exemplos de sites com acessibilidade para deficientes, tais quais o Gov.br, Bradesco, BNDES e outras instituições, entenda:

1.      Gov.br

É o site oficial do governo brasileiro que integra diversos serviços públicos digitais e segue as diretrizes de acessibilidade digital definidas pelo Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) e foi desenvolvido seguindo os padrões internacionais como WCAG.

2.      Bradesco

Um dos pioneiros em acessibilidade no Brasil, o Bradesco tem canais de atendimento desenvolvidos para dar suporte de qualidade para os clientes com deficiência. É possível acessar o site e usufruir de uma página que foi construída visando favorecer a boa usabilidade, bem como, contar com suporte nos demais canais virtuais de atendimento.

3.      INCA – Instituto Nacional de Câncer

Site governamental que adotou práticas de acessibilidade digital baseadas nas recomendações do eMAG/WCAG, garantindo inclusão de usuários com diferentes deficiências ao acessar conteúdo público de saúde.

Conclusão

A acessibilidade digital é um pilar essencial para garantir inclusão, conformidade legal e melhor experiência do usuário. Investir em sites acessíveis para pessoas com deficiência não apenas atende à legislação brasileira, mas também amplia o alcance do conteúdo, fortalece a reputação da marca e contribui para uma internet mais justa, democrática e acessível para todos.

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Especialista em Acessibilidade, ICOM

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