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Por que investir na acessibilidade em empresas de diferentes segmentos? Essa é uma dúvida genuína que impacta o cotidiano de gestores de empresas brasileiras. Afinal, com inúmeras demandas é importante saber como alocar o capital da organização visando seu crescimento no setor em que atua.

De acordo com o Censo Demográfico de 2022 divulgado pelo IBGE, aproximadamente 7,3% da população brasileira com dois anos ou mais tem alguma deficiência. O que representa uma fatia de público extremamente relevante para empresas que almejam crescer seu faturamento e buscam um espaço consolidado no mercado.

Além disso, investir em acessibilidade é uma exigência legal. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) determina que organizações públicas e privadas garantam condições de acesso igualitário, inclusive em ambientes digitais.

Cientes da importância dos investimentos em acessibilidade, elaboramos este guia para apresentar os principais motivos pelos quais a sua empresa deve considerar essa iniciativa. Além disso, reunimos estratégias simples e práticas que podem ser aplicadas desde já, com o objetivo de promover um ambiente mais inclusivo e adequado para todos os clientes e colaboradores.

Por que investir em acessibilidade?

Investir em acessibilidade é uma decisão que une responsabilidade social, conformidade legal e vantagens competitivas. No Brasil, milhões de pessoas convivem com algum tipo de deficiência ou limitação funcional, segundo dados oficiais do IBGE, o que evidencia a necessidade de ambientes, produtos e serviços pensados para todos.

Quando empresas e instituições eliminam barreiras físicas, digitais e comunicacionais, elas ampliam o acesso, promovem inclusão e fortalecem sua relevância social, viabilizando ganho expressivo de competitividade em uma parcela de consumidores que habitualmente é invisibilizada.

Além disso, investir em acessibilidade é uma exigência legal. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) determina que organizações públicas e privadas garantam condições de acesso igualitário, inclusive em ambientes digitais, como sites, aplicativos e sistemas.

O não cumprimento pode gerar sanções legais, enquanto a adequação demonstra compromisso com boas práticas, governança e direitos humanos, aspectos cada vez mais valorizados em critérios de ESG.

Do ponto de vista econômico e estratégico, investir em acessibilidade também amplia o alcance de mercado, melhora a experiência do usuário e fortalece a reputação da marca.

Uma vez que, os ambientes acessíveis tendem a ser mais intuitivos e promovem uma boa experiência para pessoas com deficiência e também para os demais usuários. Além disso, no contexto digital, a acessibilidade contribui para o aumento do engajamento com a marca.

Assim, a acessibilidade deixa de ser apenas uma obrigação e passa a ser um diferencial competitivo sustentável, com impacto positivo para a sociedade e para os resultados do negócio, que tende a ser impulsionado pela diversidade na própria equipe e clientela.

Descubra na prática como a Lei de Cotas pode impulsionar sua empresa, aproveite a plataforma ICOM e promova a interação entre colaboradores surdos e profissionais ouvintes de sua equipe.

Qual é a importância da acessibilidade?

A importância da acessibilidade está diretamente ligada à garantia de direitos, à inclusão social e à igualdade de oportunidades. Tornar espaços, serviços e conteúdos acessíveis significa permitir que todas as pessoas independentemente de limitações físicas, sensoriais, cognitivas ou temporárias possam participar plenamente da sociedade.

Além do impacto social, a acessibilidade é fundamental do ponto de vista legal e institucional, visando que a empresa seja capaz de cumprir a Lei Brasileira de Inclusão anteriormente citada, proporcionando uma boa experiência de contato com a marca tanto para clientes quanto para colaboradores com necessidades especiais.

Do ponto de vista estratégico, a acessibilidade também gera benefícios econômicos e operacionais. Ambientes acessíveis melhoram a experiência do usuário, aumentam o alcance de serviços e contribuem para a inovação, já que soluções inclusivas tendem a ser mais eficientes para todos.

O que impacta diretamente na reputação da marca, beneficia o potencial de vendas e proporciona boas oportunidades de crescimento para o negócio. Portanto, além de ser uma exigência legal, a adaptação é também uma estratégia que impulsiona o crescimento da empresa e facilita a captação de recursos de investidores que buscam marcas alinhadas à práticas ESG.

Quais são os 3 pilares da acessibilidade?

A acessibilidade real se baseia em 3 pilares que são o conforto, autonomia e segurança. Tais conceitos precisam ser aplicados ao cotidiano para que as soluções oferecidas pela empresa sejam verdadeiramente acessíveis para os colaboradores e público consumidor. Compreenda a aplicação prática:

1.      Conforto

O conforto se refere à garantia de que as pessoas que entram em contato com o espaço ou produto conseguem utilizá-lo de forma agradável e fácil. E isso pode incluir uma série de aspectos, como: temperatura, iluminação adequada, facilidade logística e mobiliário confortável.

Quando o pilar do conforto é aplicado ao negócio ele não se limita a atender eventuais clientes que precisam de acessibilidade. Afinal, os colaboradores com deficiência e até mesmo profissionais idosos ou com limitações físicas que não são consideradas uma deficiência precisam de conforto para que sejam produtivos em sua rotina de trabalho.

2.      Autonomia

É impossível falar em acessibilidade real sem considerar a autonomia que é a garantia de que a pessoa com deficiência poderá realizar suas tarefas sem a ajuda de terceiros. Para que a autonomia seja real é preciso pensar na estrutura arquitetônica da empresa, eliminando barreiras de circulação.

Além disso, também é relevante disponibilizar dispositivos assistivos e utilizar espaços e equipamentos específicos para que a pessoa com deficiência possa exercer sua autonomia no ambiente, seja um profissional da equipe ou cliente.

3.      Segurança

O terceiro pilar é a segurança, afinal, toda solução pensada para pessoas com deficiência seja uma adaptação no ambiente físico ou um produto lançado para o consumidor precisa ser utilizado sem oferecer riscos de acidentes ou lesões.

No contexto arquitetônico, a instalação de corrimãos, elevadores, pisos antiderrapantes e sinalização adequada são adaptações que previnem quedas e acidentes, promovendo o pilar da segurança na estrutura da empresa.

Como a acessibilidade pode melhorar a sociedade?

A acessibilidade melhora a sociedade ao promover inclusão, autonomia e igualdade de oportunidades para todas as pessoas. Quando barreiras físicas, digitais e comunicacionais são eliminadas, indivíduos com deficiência, idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou limitações temporárias passam a participar de forma mais ativa da vida social, educacional e econômica.

Isso fortalece o princípio da cidadania e garante que direitos básicos sejam exercidos de maneira plena. E no âmbito coletivo, a acessibilidade contribui para a redução das desigualdades sociais.

Ambientes acessíveis ampliam o acesso à educação, ao mercado de trabalho, à informação e aos serviços públicos, favorecendo a diversidade e a representatividade. Esse processo gera impactos positivos na economia, pois mais pessoas qualificadas podem produzir, consumir e inovar, fortalecendo o desenvolvimento social e sustentável.

Além disso, a acessibilidade melhora a sociedade ao criar soluções mais eficientes e humanas para todos. Rampas, legendas, linguagem clara, sites intuitivos e tecnologias assistivas beneficiam não apenas pessoas com deficiência, mas toda a população.

Afinal, mulheres grávidas precisam de acessibilidade para circular nas cidades, usando vagas acessíveis para que possam andar menos, por exemplo. O mesmo é válido para crianças que precisam de calçadas seguras e sem buracos para circularem sem sofrerem acidentes.

Quando a sociedade preza pela igualdade, acessibilidade e segurança todos são diretamente beneficiados. Ao adotar uma cultura acessível e inclusiva, a sociedade se torna mais empática, justa e preparada para atender às necessidades de um público diverso, presente hoje e no futuro.

Empresas são obrigadas a adotar a acessibilidade?

Sim, empresas são obrigadas a adotar a acessibilidade, especialmente no Brasil, e essa obrigação está prevista em lei. A principal base legal é a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), que estabelece que empresas públicas e privadas devem garantir condições de acesso igualitário a pessoas com deficiência, tanto em ambientes físicos quanto digitais.

A legislação determina que as empresas devem:

Além disso, é importante saber que a legislação de acessibilidade se aplica para todas as empresas, independentemente de porte e setor. Mas em geral, a exigência se aplica de forma mais rigorosa para:

Mesmo empresas menores podem ser responsabilizadas caso ofereçam serviços inacessíveis ou pratiquem discriminação indireta, o que gera denúncias de usuários, fiscalizações e consequentemente problemas para a imagem da organização.

Como fazer investimentos em acessibilidade?

Seja para empresas físicas ou digitais, o investimento em acessibilidade deve seguir um passo a passo para que seja estruturado e eficiente, considerando aspectos como a situação atual da empresa, capital disponível para investimentos e outros pontos relevantes. Compreenda como aplicar na prática:

Passo 1. Faça um diagnóstico de acessibilidade

Antes de realizar qualquer tipo de investimento, é preciso conduzir um diagnóstico de acessibilidade em sua empresa. Para tal, verifique os ambientes físicos (entradas, circulação, banheiros e sinalização) e também verifique os canais digitais (site, e-commerce, aplicativos, PDFs, vídeos).

O objetivo é entender como está a comunicação e atendimento ao público conduzindo uma auditoria de acessibilidade interna para que possa entender a realidade de seu negócio, pontos críticos que demandam melhorias imediatas e consiga traçar um plano de ação eficaz para iniciar a jornada de aperfeiçoamento.

Passo 2. Conheça e cumpra a legislação vigente

É importante conhecer a legislação vigente para que consiga reduzir os riscos jurídicos com a adoção da conduta adequada. Toda empresa deve ter profissionais que entendem:

Uma vez que, esses conhecimentos são essenciais para que as medidas adotadas promovam acessibilidade real e segurança jurídica para as adaptações feitas na empresa.

Passo 3. Defina prioridades e seu orçamento

É natural encontrar diversos pontos que precisam de melhoria quando se faz uma auditoria interna. Contudo, é importante perceber que o orçamento comumente não cobre todas as demandas encontradas. O que faz com que seja necessário priorizar a implementação de melhorias que geram maior impacto para o usuário.

Ou seja, comece por serviços essenciais como o atendimento ao cliente na loja, bem como, as páginas mais acessadas em seu site. De modo que, os investimentos iniciais sejam capazes de oferecer grandes melhorias.

O objetivo é justamente impactar seus clientes e colaboradores com deficiência, alcançando resultados consistentes desde a primeira medida adotada para melhorar a acessibilidade da empresa.

Passo 4. Faça a adequação do ambiente físico

Quando se fala em investir na acessibilidade é indispensável pensar no aspecto arquitetônico de seu negócio. Uma vez que, rampas, corrimãos e pisos táteis são essenciais para que as pessoas possam circular no imóvel com segurança.

Ter banheiros acessíveis, vagas reservadas e sinalização adequada são alguns dos cuidados que fazem com que o prédio seja verdadeiramente acessível tanto para clientes quanto para colaboradores.

Visando beneficiar a produtividade e segurança, opte pela altura correta de balcões, catracas e equipamentos fazendo adaptações que tragam conforto, segurança e aumentem a autonomia e inclusão das pessoas com deficiência.

Passo 5. Invista em acessibilidade digital

Na era digital, as empresas não podem se ater exclusivamente à acessibilidade física. É importante pensar na acessibilidade digital usando estruturas corretas de headings, por exemplo.

O contraste adequado de cores, textos alternativos em imagens e navegação por teclado, por exemplo, são aspectos que impactam diretamente a experiência de pessoas com deficiência que acessam a página.

Além de promover inclusão, pensar na acessibilidade digital melhora a experiência de quem acessa seu site. Aspecto que faz toda a diferença para que possa aumentar o engajamento das pessoas que acessam seu site.

Passo 6. Capacite suas equipes

A acessibilidade não funciona quando a equipe não está devidamente preparada. Por isso, tenha o cuidado de treinar as equipes de atendimento, TI e RH especialmente. Afinal, são os profissionais que estão na linha de frente no contato com seus clientes e colaboradores com deficiência.

Além disso, tenha o cuidado de incluir boas práticas de acessibilidade desde o planejamento de seus novos projetos. De modo que, todos os envolvidos estejam conscientes de que a acessibilidade é um valor importante da empresa.

Ao incluir boas práticas em todos os projetos que são iniciados e ao mesmo tempo atualizar a estrutura já existente a empresa reduz custos, evitando que tenha que atuar posteriormente atualizando os projetos recentes por não ter adotado boas práticas no momento correto.

Passo 7. Teste com usuários reais

É importante ter usuários reais, com diferentes deficiências testando seus produtos, serviços e atendimento. Uma vez que, não há nada como vivenciar na pele o que a empresa está propondo.

Pessoas com deficiências distintas como surdos e cegos conseguem ter percepções variadas da experiência promovida pela empresa. O que faz com que se tenha feedback real, possibilitando que a equipe faça as adequações necessárias.

Dessa forma, é possível evitar lançar a atualização com erros que podem prejudicar a experiência de quem utiliza os serviços e produtos da empresa ou que visitam a loja.

Passo 8. Monitore e atualize continuamente

É indispensável monitorar e atualizar continuamente as medidas que foram adotadas pela empresa para promover acessibilidade.

Por meio de auditorias periódicas e atualizações de conteúdos e sistemas é possível evitar falhas no funcionamento. Além disso, é importante monitorar indicadores como a usabilidade, satisfação e tempo de acesso nas páginas.

No caso de experiências presenciais, é importante coletar os feedbacks de clientes e monitorar, com o intuito de que possam proporcionar uma experiência satisfatória para seus clientes.

Quais são principais as empresas que investem em acessibilidade?

Existem diferentes empresas e marcas que investem em acessibilidade oferecendo produtos, serviços e ambiente de trabalho inclusivo, como é o caso da Microsoft e outras gigantes, conheça mais detalhes para se inspirar:

1.      Microsoft

Uma das referências em acessibilidade corporativa e tecnológica. A Microsoft incorpora ferramentas acessíveis em seus produtos (como leitores de tela e soluções de navegação) e promove programas internos de inclusão para pessoas com deficiência, incluindo apoio com tecnologias adaptativas e contratação inclusiva.

2.       Magazine Luiza

A rede varejista tem investido em acessibilidade em suas lojas físicas, com rampas, elevadores adaptados, corredores amplos e funcionários treinados para atendimento inclusivo, além de promover contratações que visam preencher cargos em aberto com profissionais qualificados que representam minorias como mulheres, negros e pessoas com deficiência.

3.      Grupo Pão de Açúcar

O grupo tem implementado recursos de acessibilidade física em unidades, como rampas, sinalização tátil e vagas prioritárias; iniciativas que ampliam o acesso ao varejo para clientes com deficiência.

Empresas de diferentes segmentos podem se beneficiar do investimento em acessibilidade, promovendo um ambiente benéfico para clientes e colaboradores com necessidades especiais.

Conclusão

Entender por que investir na acessibilidade é reconhecer que inclusão, responsabilidade social e estratégia caminham juntas. A acessibilidade promove igualdade de oportunidades, melhora a qualidade de vida das pessoas, reduz desigualdades e fortalece a participação social e econômica.

Além disso, é uma exigência legal no Brasil e um fator cada vez mais relevante em critérios de governança, ESG e reputação institucional. Exemplos reais de empresas que adotam práticas acessíveis mostram que a inclusão impulsiona inovação e crescimento sustentável.

Aproveite a possibilidade de contar com a plataforma ICOM para que possa promover a acessibilidade para seus colaboradores e clientes surdos, viabilizando uma comunicação livre de barreiras com o suporte de intérpretes de Libras.

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Especialista em Acessibilidade, ICOM

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