Janela de Acessibilidade
WhatsApp
Ferramentas de Acessibilidade
X
Aumentar fonte
Aumentar fonte
Fonte padrão
Redefinir fonte
Diminuir fonte
Diminuir fonte
Alto contraste
Alto contraste
Início do conteúdo

Lidar com emergência em eventos requer preparo prévio, com o intuito de evitar transtornos maiores e até mesmo uma tragédia. Afinal, em eventos de grande porte não é raro que um problema ganhe escala, gerando uma confusão generalizada.

Por isso, a inclusão deve ser pensada globalmente considerando desde a comunicação até a segurança de todos os públicos, visando que se tenha um plano de emergência claro a ser seguido. De modo que, a comunicação eficaz, tomada de decisão rápida e estratégia previamente idealizada proporcionam segurança para todos que estão participando do evento.

Com a chegada do Carnaval, que é um dos principais eventos no Brasil, entenda como planejar protocolos de emergências pensando em pessoas surdas, visando melhorar a segurança de todo o público. Já que a estratégia torna a comunicação mais clara, visual e organizada. Aprenda a traçar planos de emergência para que todos os foliões possam se divertir com segurança, inclusive as pessoas com deficiência.

Por que emergências em eventos exigem planejamento específico?

Durante um evento é fundamental ter planejamento específico para emergências por causa do grande fluxo de pessoas, diversidade de públicos e estruturas temporárias. Estes fatores aumentam a complexidade da resposta rápida e segura em caso de emergência.

Em eventos acessíveis, planejados para que pessoas com e sem deficiência possam participar com segurança e autonomia, essa necessidade é ainda maior. Pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos, crianças e indivíduos com condições sensoriais ou cognitivas distintas podem precisar de rotas de evacuação diferenciadas, comunicação inclusiva e apoio assistido durante a emergência.

Sem um planejamento prévio, a situação de risco gera desorientação, pânico, barreiras físicas e informacionais que podem colocar as vidas em perigo. Uma pessoa que está na multidão e não ouve a orientação de que a saída está para a esquerda, por exemplo, pode ser pisoteada durante uma emergência.

Além disso, estruturas temporárias, mudanças no tráfego local, uso de equipamentos elétricos e concentração elevada de público ampliam a probabilidade de incidentes como quedas, incêndios, problemas médicos ou falhas técnicas.

Por isso, protocolos claros, equipes treinadas, sinalização acessível e integração com serviços de emergência são essenciais para garantir segurança, autonomia e igualdade de proteção para todos os participantes.

Conte com intérprete de Libras atuando em seu evento. Aproveite a plataforma ICOM e tenha profissionais qualificados contribuindo para a inclusão do público surdo.

Qual é o papel do posto médico em eventos de grande porte?

Além de ser um ponto de primeiros socorros, o posto médico funciona como um núcleo estratégico de gestão de crises em saúde durante o evento. Com equipe capacitada para realizar a triagem rápida, é possível identificar a gravidade de cada participante do evento que busca ajuda médica.

Esse cuidado é relevante para evitar a sobrecarga de hospitais externos, reduzindo riscos e organizando o fluxo de pacientes que precisam de auxílio. Além disso, a equipe é capacitada para buscar auxílio externo imediato na rede referência da região caso algum problema grave ocorra. O que contribui para que o atendimento ao paciente seja rápido, eficaz e as vidas possam ser preservadas.

A equipe também atua para realizar o registro dos atendimentos, tipos de ocorrências e padrões mais frequentes. Dados que orientam a gestão do evento em tempo real. Além disso, são úteis para orientar o planejamento de futuras edições de próximos eventos com estrutura parecida.

O posto médico também exerce uma função central de comunicação e articulação com equipes externas, como SAMU, bombeiros, hospitais e coordenação geral do evento. Essa integração garante rapidez na resposta, clareza nas informações e continuidade do cuidado.

Assim, quando bem estruturado, o posto médico deixa de ser apenas reativo e passa a ser um verdadeiro centro de inteligência em saúde. Aspecto que é fundamental para proteger vidas, reduzir impactos de emergências e assegurar que o evento aconteça de forma segura e inclusiva para todos.

Como funciona a triagem em uma emergência em eventos?

A triagem em uma emergência em eventos consiste em analisar o nível de consciência do paciente, se há presença de dor intensa, dificuldade de respirar ou outros indícios de um caso grave.

A partir da avaliação inicial, o paciente é organizado de acordo com o grau de urgência de seu atendimento. De modo que, os casos críticos possam receber atendimento imediato e pessoas com condições leves possam aguardar atendimento.

Durante a triagem também é possível identificar se a pessoa será atendida no local ou se há necessidade de buscar suporte externo, chamando SAMU ou outros socorristas para dar suporte.

Em eventos é natural que existam múltiplos pedidos de ajuda. O que faz com que a triagem eficaz seja extremamente importante para oferecer atendimento médico adequado.

Além do aspecto clínico, a triagem em eventos acessíveis deve considerar necessidades específicas de comunicação e mobilidade, garantindo compreensão das orientações, respeito às condições individuais e suporte adequado a pessoas com deficiência, idosos ou crianças.

Mais que organizar a sequência de atendimento, a triagem é uma ferramenta estratégica de cuidado. Ao identificar a gravidade de cada caso, a equipe de triagem oferece atendimento adequado e que salva vidas.

Quais são os desafios na triagem de um paciente surdo em eventos?

Fazer a triagem paciente surdo em eventos apresenta desafios especialmente por causa da necessidade de comunicação rápida e precisa. Em ambientes com grande circulação de pessoas, som alto e múltiplos estímulos, essas barreiras se intensificam e podem comprometer a segurança da interação. Entre os principais desafios estão a dificuldade de comunicação, dependência de intermediação e outros fatores, confira:

1.      Barreiras de comunicação

É bastante comum que os eventos tenham música alta, anúncios em sistema de som e grande movimentação de pessoas. Esse contexto dificulta qualquer tentativa de leitura labial ou comunicação gestual. O que atrasa a colega de informações que são essenciais para o atendimento emergencial.

Por isso, é importante ter um intérprete de Libras com o intuito de garantir que o profissional preste atendimento inclusivo na emergência.

2.      Ausência de profissionais capacitados em Libras    

Uma das principais barreiras de atendimento é que a equipe de saúde não costuma ter treinamento específico para interagir com pessoas surdas, que se comunicam principalmente de forma visual e podem não entender avisos sonoros. É importante que os profissionais tenham capacitação básica para atuarem em eventos inclusivos.

De modo que, possam fazer perguntas básicas sobre sintomas de dor, histórico médico e uso de medicamentos. Justamente para que o atendimento seja eficaz mesmo quando não existe intérprete de Libras, a Língua Brasileira de Sinais, disponível no evento para dar o suporte.

3.      Dependência de acompanhantes para intermediar o atendimento

Quando a equipe não está preparada para manter comunicação direta, o atendimento pode depender de terceiros. Isso reduz a autonomia do paciente e aumenta significativamente o risco de ocorrer a transmissão de informações incompletas ou imprecisas.

Aspecto que compromete diretamente a segurança e qualidade do atendimento prestado. Portanto, os primeiros socorros ao paciente podem ser incompletos, dada a dificuldade de entendimento do quadro que impacta a prestação de socorro.

4.      Falta de um protocolo inclusivo bem estruturado

A inexistência de um protocolo específico, materiais visuais ou até recursos para que o paciente escreva o que sente dificulta a eficiência e equidade no atendimento. O que coloca a saúde dos pacientes em risco.

Dificuldades na compreensão de sintomas, intensidade da dor ou evolução do quadro podem levar a classificações de risco inadequadas e decisões de atendimento inadequadas. O ideal é definir um protocolo emergencial inclusivo, para que toda a equipe saiba como lidar com os pacientes que buscam atendimento em caso de emergências.

Como a falta de comunicação pode agravar uma emergência em eventos?

A falta de comunicação eficaz durante uma emergência em eventos pode transformar um incidente controlável em uma situação de alto risco por causa do grande número de envolvidos.

Ambiguidades ou ausência de informações comprometem toda a cadeia de resposta emergencial ao problema que precisa ser enfrentado. E um dos primeiros impactos percebidos nessas situações é o atraso de atendimento.

Quando as orientações não chegam ao público ou equipes não conseguem trocar informações com precisão, o tempo até a intervenção adequada aumenta, elevando o risco da situação como um todo.

A falha comunicacional também contribui para o aumento do pânico coletivo. Em emergências, a ausência de instruções acessíveis e confiáveis gera desorientação, boatos e comportamentos impulsivos, dificultando a evacuação organizada e colocando mais pessoas em perigo.

Além dos impactos assistenciais, existem riscos jurídicos e institucionais. Problemas decorrentes de comunicação inadequada podem resultar em responsabilização legal, danos à reputação do evento e questionamentos sobre cumprimento de normas de segurança e acessibilidade.

Por isso, a comunicação não deve ser tratada como um detalhe operacional, mas como um fator crítico de segurança. Protocolos claros, linguagem acessível, recursos inclusivos e integração entre equipes são elementos essenciais para reduzir riscos, proteger vidas e garantir uma resposta eficiente em emergências.

De que forma a segurança de multidões impacta o atendimento médico?

Quando o fluxo de pessoas é bem planejado, com rotas definidas, sinalização clara e controle de acessos, as equipes conseguem chegar mais rápido ao paciente e conduzir o atendimento com menor risco durante uma emergência.

Um dos principais pontos de atenção é o fluxo seguro de circulação. É preciso estruturar corredores livres, áreas de dispersão e controle de aglomerações como parte do planejamento da estrutura do evento.

O impacto dessa estratégia é excelente: atendimento rápido e redução de chances de novos incidentes como quedas, pisoteamentos ou esmagamentos.

Esse ordenamento também facilita a evacuação emergencial, permitindo que pessoas em situação crítica sejam removidas com agilidade. Além disso, a estrutura eficaz garante que o público receba orientações claras sem gerar pânico coletivo durante o atendimento.

A segurança de multidões também influencia o acesso ao posto médico. Entradas desobstruídas, rotas acessíveis e separação entre público geral e áreas assistenciais garantem que pacientes cheguem rapidamente ao atendimento e que ambulâncias consigam operar sem interferências.

Ao mesmo tempo, essas medidas contribuem para a proteção das equipes de saúde, reduzindo exposição a tumultos, invasões de área técnica ou situações de estresse que podem comprometer decisões clínicas.

A comunicação é essencial para estabelecer fluxos organizados de informação, garantindo que a equipe médica consiga oferecer atendimento rápido. Para tal, é preciso que todos os colaboradores tenham orientações claras de como lidar com as emergências e canais de interação eficientes.

Em linhas gerais, é a estrutura pensada para a segurança da multidão que proporciona um atendimento médico eficiente e ágil.

Como preparar o posto médico do evento para atender pessoas surdas?

Preparar o posto médico de um evento para atender pessoas surdas requer treinamento básico das equipes, protocolos inclusivos e apoio tecnológico. Entenda como fazê-lo na prática:

1.      Ofereça treinamento básico para a equipe

A equipe precisa ter uma capacitação introdutória em Libras, comunicação não verbal e abordagem humanizada. De modo que, sejam capazes de lidar com a demanda sem depender exclusivamente de um acompanhante do paciente.

Além disso, é preciso que estejam treinados para lidar com todas as etapas do suporte, desde a identificação da necessidade de atendimento, até a orientação da ida até o posto médico. Afinal, a pessoa precisa de orientações imediatas caso esteja em uma situação emergencial durante o evento.

2.      Defina protocolos inclusivos de atendimento

É necessário definir fluxos específicos de comunicação com pacientes surdos, visando garantir a compreensão das orientações e o registro das informações clínicas.

Ter um intérprete de Libras presencialmente ou atuando de forma remota é de grande auxílio para que o atendimento seja inclusivo, eficaz e possa dar todo o suporte que o paciente necessita. Conte com a plataforma ICOM em seu evento.

3.      Garanta apoio tecnológico

Tablets para que a pessoa possa escrever o que está sentindo, chamada de vídeo com intérprete remoto do ICOM e sistemas digitais de registro são úteis no atendimento.

O objetivo é que a troca de informações seja facilitada, mesmo com o ambiente barulhento. Dessa forma o paciente é atendido com rapidez e tendo a certeza de que suas demandas são compreendidas pela equipe do ponto de atendimento.

Quais tecnologias ajudam na gestão de emergências em eventos?

A gestão de emergências de grandes eventos como o Carnaval do Rio de Janeiro, por exemplo, demanda câmeras com inteligência artificial, centrais de policiamento em pontos estratégicos, drones e outras tecnologias que auxiliam a lidar com emergências, entenda:

Com o apoio tecnológico as equipes são bem orientadas por dados em tempo real. O que contribui para que se tenha ganho expressivo de segurança em toda a duração do evento.

Como prefeituras e grandes produtores podem reduzir riscos legais e operacionais?

As prefeituras e grandes produtores assumem a responsabilidade civil pelo evento que está sendo produzido. Por isso, precisam garantir condições adequadas de acessibilidade, segurança e atendimento médico para o público.

O que requer protocolos bem definidos, equipes treinadas e estrategicamente posicionadas para uma atuação rápida, registros documentais e integração com serviços de emergência.

Se um evento é bem organizado e os incidentes são rapidamente resolvidos, a prefeitura e os produtores são vistos pela população como eficientes e capazes de promover diversão com segurança.

É importante destacar que o cumprimento de normas técnicas, sanitárias e de acessibilidade são essenciais durante todo o evento. Dessa forma, é possível evitar que ocorram sanções administrativas, interdições e responsabilizações legais, além de estabelecer um padrão mínimo de qualidade e segurança operacional.

Adoção de tecnologias de gestão de emergência, capacitação de equipes e práticas de inclusão são vistos pela população como símbolo da capacidade da prefeitura. Especialmente em eventos organizados ou financiados pelo poder público, a inclusão reforça o compromisso social.

Portanto, é indispensável que se tenha preparo para lidar com os mais variados cenários com a máxima eficiência.

Conclusão

É natural que ocorram emergências em eventos de grande porte como Carnaval e outras festas populares no país. Contudo, se a equipe conta com tecnologia, foi bem-preparada e tem visão sistêmica é possível lidar até com os cenários mais improváveis.

Fazer um Carnaval inclusivo, divertido e seguro com os recursos públicos bem aplicados é um dever dos responsáveis pela organização do evento.

Conte com a plataforma ICOM para garantir acessibilidade para surdos em todos os dias de folia e garanta uma experiência encantadora e humanizada mesmo mediante situações emergenciais.

 

Compartilhe este post

ICOM
ICOM

Especialista em Acessibilidade, ICOM

Inscreva-se na
nossa Newsletter

Fique por dentro das novidades e dicas sobre acessibilidade. Receba conteúdos exclusivos diretamente no seu e-mail.

Autorizo o uso dos meus dados para receber e-mails com novidades, conteúdos e comunicações da AME.