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A acessibilidade e ESG tornaram-se temas indissociáveis nas estratégias corporativas que buscam crescimento sustentável, responsabilidade social e conformidade regulatória

No pilar Social do ESG, a acessibilidade vai além do cumprimento legal: ela promove inclusão, equidade e respeito à diversidade, garantindo que pessoas com deficiência possam acessar ambientes físicos, digitais, educacionais e corporativos com igualdade.

No Brasil, esse compromisso é respaldado por marcos legais como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), estabelece diretrizes claras para a promoção da acessibilidade como direito fundamental de todo brasileiro. 

Nesse contexto, compreender acessibilidade e ESG é essencial para empresas que desejam gerar impacto social positivo, fortalecer sua reputação, mitigar riscos legais e atrair investidores.

Ao longo deste conteúdo, apresentaremos os principais benefícios, exemplos práticos e caminhos estratégicos para implantar a acessibilidade de forma estruturada, alinhada às boas práticas ESG em seu negócio.

O que é acessibilidade?

A acessibilidade é o conjunto de práticas, recursos e estratégias que garantem que todas as pessoas possam acessar, compreender e utilizar espaços, serviços, produtos, informações e tecnologias de forma autônoma, segura e igualitária, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas ou sociais.

Portanto, a acessibilidade parte do princípio de que a diversidade humana é a norma, e não a exceção, e que ambientes mal planejados é que geram barreiras e não as pessoas ou deficiências.

No contexto legal e social brasileiro, a acessibilidade é reconhecida como um direito fundamental, assegurado pela Lei Brasileira de Inclusão, que define acessibilidade como a possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, edificações, transportes, informação, comunicação e tecnologias.

Isso inclui tanto o ambiente físico, como rampas e sinalização adequada, quanto o digital, como sites acessíveis, legendas, audiodescrição, leitores de tela e linguagem clara para que as pessoas possam ter autonomia, independentemente de suas condições físicas ou intelectuais.

Mais do que cumprir normas, a acessibilidade tem um papel estratégico na promoção da inclusão social, da equidade e da participação plena das pessoas com deficiência na educação, no trabalho, no consumo e na vida em sociedade.

Quando empresas, instituições públicas e organizações adotam uma abordagem acessível, ampliam seu alcance, melhoram a experiência de todos os usuários e fortalecem valores como respeito, diversidade e responsabilidade social.

Assim, a acessibilidade deixa de ser uma adaptação pontual e passa a ser um elemento estruturante de uma sociedade mais justa, sustentável e verdadeiramente inclusiva.

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O que significa ESG?

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance que em português é traduzido para Ambiental, Social e Governança e representa um conjunto de critérios utilizados para avaliar como uma empresa conduz suas atividades de forma sustentável, ética e responsável para com a sociedade e também para com o meio ambiente.

Mais do que um conceito ligado à reputação, o ESG funciona como um modelo estratégico de gestão que orienta decisões, investimentos e práticas corporativas, considerando não apenas o desempenho financeiro, mas também os impactos gerados na sociedade e no meio ambiente.

O pilar ambiental (E) diz respeito à forma como a organização interage com o meio ambiente, incluindo a gestão de recursos naturais, o controle de emissões de gases de efeito estufa, a eficiência energética, o tratamento de resíduos e o combate às mudanças climáticas.

Já o pilar social (S) envolve as relações da empresa com pessoas e comunidades, abrangendo temas como direitos humanos, diversidade e inclusão, saúde e segurança no trabalho, acessibilidade, relações trabalhistas e impacto social positivo. Nesse eixo, a forma como a empresa cuida de colaboradores, clientes e da sociedade é um fator determinante para sua credibilidade no mercado em que atua.

O pilar de governança (G) está relacionado à maneira como a empresa é administrada, incluindo transparência, ética, conformidade legal, gestão de riscos, diversidade nos conselhos, políticas anticorrupção e prestação de contas. Uma governança sólida garante que as decisões sejam tomadas de forma responsável, alinhadas aos interesses de longo prazo da organização e de seus stakeholders.

Portanto, em conjunto os critérios ESG ajudam a identificar empresas mais preparadas para crescer de forma sustentável, reduzir riscos, atrair investimentos e gerar valor econômico aliado a impacto socioambiental positivo.

Por que acessibilidade e ESG são importantes para as empresas?

A acessibilidade e ESG são importantes para as empresas porque representam uma mudança estrutural na forma de gerar valor, indo além do lucro imediato e incorporando responsabilidade social, sustentabilidade e ética à estratégia do negócio.

No contexto do ESG, a acessibilidade está diretamente ligada ao pilar social, pois garante inclusão, equidade de oportunidades e respeito aos direitos das pessoas com deficiência, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso da empresa com uma atuação mais justa e humana.

Do ponto de vista estratégico, investir em acessibilidade reduz riscos legais e reputacionais, especialmente no Brasil, onde há legislação específica que exige a eliminação de barreiras físicas, digitais e comunicacionais para promover a inclusão nas empresas.

Aquelas marcas que negligenciam esse tema estão mais expostas a sanções, ações judiciais e danos à imagem institucional. Em contrapartida, organizações que incorporam a acessibilidade às suas práticas ESG fortalecem a governança, demonstram conformidade regulatória e aumentam a confiança de investidores, parceiros e consumidores.

Além disso, a acessibilidade amplia o alcance de mercado e melhora a experiência do usuário para todos os consumidores e até mesmo os colaboradores que devem ser vistos como público interno da marca.

Ambientes, produtos e canais de comunicação acessíveis beneficiam não apenas pessoas com deficiência, mas também idosos, pessoas com limitações temporárias e públicos diversos, tornando a empresa mais competitiva e preparada para atender a uma sociedade cada vez mais plural.

Sob a ótica do ESG, esse movimento contribui para a geração de impacto social positivo, para a valorização da marca empregadora e para a atração e retenção de talentos.

Quais são os 3 pilares da ESG?

Os 3 pilares do ESG representam os principais eixos que orientam a atuação sustentável e responsável das empresas. Cada pilar aborda um conjunto específico de práticas e compromissos estratégicos: ambiental, social ou de governança. Entenda melhor:

1.      Ambiental (Environmental)

Refere-se ao impacto das atividades da empresa sobre o meio ambiente. Inclui ações voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa, uso eficiente de recursos naturais, gestão de resíduos, economia de água e energia, preservação da biodiversidade e adoção de práticas que minimizem os impactos ambientais ao longo de toda a cadeia produtiva.

2.      Social (Social)

Está relacionado à forma como a empresa se relaciona com pessoas e comunidades. Abrange os direitos humanos, diversidade e inclusão, acessibilidade, saúde e segurança no trabalho, equidade de gênero, respeito às pessoas com deficiência, relacionamento com clientes e impacto social positivo nas comunidades impactadas pela organização.

3.      Governança (Governance)

Diz respeito às práticas de gestão, ética e transparência da empresa. Envolve conformidade legal, políticas anticorrupção, gestão de riscos, prestação de contas, diversidade nos conselhos, responsabilidade corporativa e processos decisórios alinhados aos interesses de longo prazo da organização e de seus stakeholders.

Quais são os 7 tipos de acessibilidade?

Os 7 tipos de acessibilidade representam as principais dimensões que precisam ser consideradas para garantir inclusão, autonomia e igualdade de oportunidades para todas as pessoas que utilizam os produtos ou serviços da empresa. 

Para tal, os diferentes tipos de acessibilidade abrangem desde o espaço físico até a forma como a informação é transmitida e compreendida. Conheça os detalhes a seguir:

1.      Acessibilidade arquitetônica

Refere-se à eliminação de barreiras físicas em ambientes internos e externos, como escadas sem rampas, portas estreitas, pisos quebrados, ausência de vagas para idosos ou deficientes ou falta de elevadores em prédios públicos e privados. 

Para promover a acessibilidade arquitetônica é preciso fazer adaptações como construir rampas, instalar corrimãos, disponibilizar banheiros acessíveis, usar pisos táteis e sinalização adequada, permitindo a circulação segura e autônoma das pessoas deficientes.

2.      Acessibilidade comunicacional

Diz respeito à forma como a informação é transmitida e compreendida. Envolve o uso de Libras, legendas, audiodescrição, linguagem simples, materiais visuais acessíveis e recursos que garantam a comunicação entre pessoas com diferentes necessidades sensoriais e cognitivas.

3.      Acessibilidade natural

Está relacionado à extinção de barreiras comuns da própria natureza. Afinal, uma pessoa cega ou um cadeirante não conseguem se locomover em áreas irregulares ou calçadas repletas de árvores, o que requer a adaptação para receber as pessoas com deficiência. 

Existem iniciativas de acessibilidade natural como cadeiras de rodas anfíbias, para que as pessoas cadeirantes possam tomar banho de mar.

4.      Acessibilidade atitudinal

Trata da eliminação de preconceitos, estigmas e comportamentos discriminatórios que podem ser até mesmo motivados por vieses inconscientes da equipe. 

Por isso, envolve a conscientização, o treinamento de equipes e a promoção de uma cultura organizacional inclusiva, baseada no respeito às diferenças e na valorização da diversidade na equipe.

5.      Acessibilidade metodológica

Refere-se à adaptação de métodos, processos e formas de trabalho, ensino ou atendimento de estabelecimentos privados ou públicos que precisam ser acessíveis para o público como um todo, independentemente de eventuais deficiências do cliente. 

Por isso mesmo, inclui flexibilização de avaliações, treinamentos acessíveis, diferentes formatos de aprendizagem e adequação de rotinas para garantir a participação plena de todos na equipe.

6.      Acessibilidade instrumental

Envolve a disponibilização de ferramentas, equipamentos e tecnologias assistivas que auxiliam pessoas com deficiência em suas atividades diárias, como softwares leitores de tela, teclados adaptados, próteses, aparelhos auditivos e outros recursos de apoio para que a pessoa com deficiência seja verdadeiramente incluída.

7.      Acessibilidade programática

Diz respeito à revisão e adequação de normas, políticas, regulamentos e procedimentos internos ou públicos. Busca eliminar regras que, mesmo de forma indireta, criem barreiras à participação de pessoas com deficiência, garantindo políticas inclusivas e alinhadas à legislação vigente. A LBI é um exemplo prático de acessibilidade programática.

Como a acessibilidade digital está relacionada aos princípios ESG?

A acessibilidade digital está diretamente conectada aos princípios ESG, especialmente aos pilares social e governança, por garantir que todas as pessoas possam acessar informações, produtos e serviços digitais de forma autônoma, segura e igualitária.

No pilar social, sites, aplicativos e plataformas acessíveis promovem equidade, inclusão e diversidade, permitindo que pessoas com deficiência visual, auditiva, motora ou cognitiva participem plenamente da vida digital, do consumo, da educação e do mercado de trabalho.

Isso reforça o compromisso da empresa com os direitos humanos e com a redução de desigualdades, que são elementos centrais da agenda ESG a ser implementada pela empresa.

Já no pilar de governança, a acessibilidade digital demonstra conformidade legal, gestão de riscos e responsabilidade corporativa. Empresas que adotam padrões reconhecidos, como as diretrizes internacionais de acessibilidade para conteúdo web (WCAG), fortalecem a transparência, reduzem riscos jurídicos e mostram maturidade na gestão de seus processos digitais.

Além disso, ao integrar a acessibilidade desde o desenvolvimento de produtos e canais digitais, as organizações constroem soluções mais eficientes, sustentáveis e alinhadas às expectativas de investidores, consumidores da marca e órgãos reguladores.

Assim, a acessibilidade digital deixa de ser apenas uma adequação técnica e passa a ser um indicador concreto de solidez das práticas ESG adotadas pela empresa.

Quais são os benefícios de investir em acessibilidade e ESG?

Empresas de todos os portes e segmentos podem usufruir de uma série de benefícios de investir em acessibilidade e ESG, como o reforço positivo da marca, alcance de uma fatia de consumidores comumente invisibilizados e outras vantagens. Entenda:

Quais são os desafios para implementar acessibilidade e ESG?

Muito embora seja repleto de benefícios, o processo de implementar acessibilidade e ESG também apresenta alguns desafios consideráveis, como é o caso da resistência cultural, dificuldade de integrar ESG e a estratégia do negócio e falta de conhecimento técnico. Entenda mais detalhes a seguir:

Como implementar acessibilidade e ESG em empresas?

Implementar acessibilidade e ESG em empresas exige planejamento, método e visão de longo prazo, o que requer o mapeamento das condições atuais, compromisso da liderança e definição de objetivos. Entenda um passo a passo prático a seguir:

1.      Diagnosticar e avaliar a situação atual

O primeiro passo é mapear o nível de maturidade da empresa em ESG e acessibilidade, identificando barreiras físicas, digitais, comunicacionais e riscos sociais, ambientais e de governança.

2.      Assumir o compromisso com acessibilidade e ESG

Ciente do cenário da empresa, é preciso formalizar o compromisso da alta gestão com acessibilidade e ESG, definindo responsáveis, comitês ou áreas dedicadas ao tema e garantindo apoio institucional.

3.      Definir objetivos e prioridades estratégicas

O próximo passo é estabelecer metas claras, realistas e alinhadas ao negócio, considerando impactos, urgência legal e expectativas de stakeholders para que as adaptações possam ser iniciadas o quanto antes, otimizando o orçamento disponível.

4.      Criar as políticas internas do negócio

Para evitar falhas futuras, é preciso desenvolver políticas de acessibilidade, diversidade e inclusão, sustentabilidade e ética, assegurando alinhamento com a legislação e boas práticas ESG da empresa, como parte estruturante do negócio.

5.      Planejar as ações e alocação de recursos

Ciente do panorama geral e das urgências, é preciso definir um plano de ação com prazos, responsáveis, orçamento e indicadores para cada iniciativa de acessibilidade e ESG.

6.      Capacitar as equipes

Demanda o treinamento de colaboradores e líderes sobre acessibilidade, inclusão, direitos das pessoas com deficiência e princípios ESG, promovendo mudança cultural na organização, para que a adequação seja permanente e não apenas uma estratégia pontual.

7.      Adequar os ambientes físicos e digitais

Após capacitar as equipes, é hora de colocar em prática as ações planejadas, implementando adaptações em espaços, sistemas, sites, aplicativos e processos para eliminar barreiras e garantir acesso equitativo. Sempre respeitando o cronograma idealizado anteriormente.

8.      Monitorar e aperfeiçoar

Ao longo dos meses, é preciso acompanhar indicadores, avaliar impactos sociais e desempenho ESG, corrigindo os desvios observados com o passar do tempo e aprimorando as práticas continuamente.

Quais exemplos de acessibilidade e ESG podem inspirar empresas?

Empresas de diferentes setores são bons exemplos práticos de acessibilidade integrados ao ESG, como é o caso da Netflix que é referência mundial em acessibilidade ao oferecer legendas ocultas (closed captions), audiodescrição em diversos idiomas e melhorias contínuas na navegação para leitores de tela. Essas práticas fortalecem o pilar social do ESG, ampliam o acesso à cultura e demonstram compromisso com diversidade e inclusão em escala global.

Outro bom exemplo é a Amazon que investe em interfaces acessíveis, compatíveis com leitores de tela, comandos por voz (Alexa) e navegação simplificada. Além disso, desenvolve programas de empregabilidade para pessoas com deficiência, tecnologia assistiva em centros logísticos e políticas robustas de governança, integrando acessibilidade aos pilares social e governança do ESG.

A Unilever, por sua vez, desenvolve iniciativas globais de diversidade, inclusão e comunicação acessível, além de políticas de sustentabilidade e governança transparente. A empresa conecta acessibilidade à responsabilidade social e ao desenvolvimento sustentável nas comunidades onde atua.

Portanto, existem muitos exemplos positivos que podem servir como inspiração para empresas que buscam implementar políticas de acessibilidade e ESG como parte fundamental do cotidiano do negócio.

Conclusão

Em síntese, a integração entre acessibilidade e ESG representa uma evolução estratégica para empresas que buscam crescimento sustentável, responsabilidade social e solidez institucional.

Ao eliminar barreiras físicas, digitais e comunicacionais, as organizações promovem inclusão, ampliam seu alcance, reduzem riscos e fortalecem a governança da empresa. 

Mais do que atender exigências legais, investir em acessibilidade gera valor de longo prazo, melhora a experiência de todos os públicos e posiciona a empresa de forma ética, inovadora e competitiva em seu mercado.

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Especialista em Acessibilidade, ICOM

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