Janela de Acessibilidade
WhatsApp
Ferramentas de Acessibilidade
X
Aumentar fonte
Aumentar fonte
Fonte padrão
Redefinir fonte
Diminuir fonte
Diminuir fonte
Alto contraste
Alto contraste
Início do conteúdo

O direito do surdo na saúde pública é fundamental para garantir um atendimento acessível, seguro e sem discriminação no Sistema Único de Saúde (SUS). É por isso que a legislação brasileira assegura direitos relacionados à comunicação, à autonomia e ao acesso igualitário aos serviços de saúde.

A seguir, abordaremos quais são os principais direitos das pessoas surdas, as leis que garantem essas proteções e o que fazer quando elas não são respeitadas. Além disso, veja como promover a acessibilidade comunicacional e contribuir para um atendimento mais inclusivo e humanizado.

Quais são os direitos do surdo na saúde pública?

Pessoas surdas têm direito a um atendimento digno, acessível e sem discriminação no Sistema Único de Saúde (SUS). Para garantir o acesso aos serviços de saúde, é necessário respeitar suas necessidades de comunicação e assegurar autonomia durante consultas, exames e tratamentos. Entre os principais direitos da pessoa surda na saúde pública, estão:

Esses direitos contribuem para um atendimento seguro e inclusivo, no qual a pessoa surda possa compreender as informações recebidas e participar ativamente dos cuidados com a própria saúde.

Promova atendimento acessível em sua empresa de saúde contando com os intérpretes da plataforma ICOM.

Quais leis garantem o direito do surdo à saúde pública?

As principais normas são a Lei nº 10.436/2002, que reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão e o Decreto nº 5.626/2005, que regulamenta essa lei e estabelece medidas para o atendimento de pessoas surdas no SUS.

Também há a Lei nº 13.146/2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão, que assegura acesso à saúde, acessibilidade comunicacional e atendimento sem discriminação.

Essas normas, em conjunto, orientam a oferta de serviços de saúde acessíveis e o respeito à autonomia das pessoas surdas, garantindo condições para que compreendam as informações e participem das decisões sobre seu tratamento.

O que o Decreto nº 5.626/2005 determina sobre o atendimento ao surdo no SUS?

O decreto determina que pessoas surdas ou com deficiência auditiva sejam atendidas no SUS por profissionais capacitados para utilizar Libras ou para realizar sua tradução e interpretação. Também prevê a capacitação das equipes de saúde para melhorar a comunicação e garantir um atendimento adequado.

O que fazer quando o direito do surdo na saúde pública não é respeitado?

Quando uma pessoa surda enfrenta barreiras de comunicação ou atendimento discriminatório no SUS, é possível tomar algumas medidas para registrar a ocorrência e buscar uma solução. Siga este passo a passo:

  1. Solicite a acessibilidade necessária: informe à equipe de saúde qual recurso de comunicação precisa, como atendimento em Libras ou apoio de um intérprete;
  2. Procure a ouvidoria da unidade: relate o ocorrido à administração do hospital, da UBS ou do serviço responsável;
  3. Registre uma reclamação no SUS: entre em contato com a Ouvidoria-Geral do SUS pelo Disque Saúde 136 ou pelos canais oficiais disponíveis;
  4. Guarde os registros: anote a data, o local, os nomes dos envolvidos, se disponíveis, e os detalhes do atendimento. Guarde protocolos e documentos relacionados;
  5. Procure órgãos de defesa de direitos: se o problema persistir, busque orientação no Ministério Público, na Defensoria Pública ou em órgãos de defesa da pessoa com deficiência.

A falta de acessibilidade deve ser tratada com seriedade, pois pode comprometer a compreensão de diagnósticos, os consentimentos e a segurança do paciente.

Como garantir acessibilidade comunicacional para pessoas surdas na saúde?

Garantir a acessibilidade comunicacional na saúde exige medidas que facilitem a compreensão das informações e a interação entre pacientes surdos e profissionais. Algumas práticas importantes são:

Essas medidas ajudam a reduzir barreiras de comunicação, fortalecem a segurança do paciente e contribuem para um atendimento mais inclusivo no SUS.

Conclusão

Garantir o direito do surdo na saúde pública é essencial para promover um atendimento acessível, seguro e livre de discriminação. A legislação brasileira assegura direitos que envolvem comunicação, autonomia e acesso aos serviços do SUS.

Para que essas garantias sejam efetivas, é fundamental que as unidades de saúde adotem recursos de acessibilidade comunicacional e capacitem seus profissionais. Conhecer os direitos e saber como reivindicá-los também ajuda a combater barreiras e a construir um sistema de saúde mais inclusivo para todas as pessoas.

No setor público, conte com a plataforma ICOM que disponibiliza serviço de intérpretes remotos. Garanta a comunicação eficaz entre os pacientes surdos e profissionais de saúde contando com o serviço de intermediação de nossos intérpretes.

Compartilhe este post

ICOM
ICOM

Especialista em Acessibilidade, ICOM

Inscreva-se na
nossa Newsletter

Fique por dentro das novidades e dicas sobre acessibilidade. Receba conteúdos exclusivos diretamente no seu e-mail.

Autorizo o uso dos meus dados para receber e-mails com novidades, conteúdos e comunicações da AME.