Um decreto municipal de acessibilidade em Libras estabelece como a prefeitura deve garantir o atendimento em Libras. Esse documento ajuda a transformar as exigências da legislação em procedimentos claros para todos os órgãos municipais. Mais do que cumprir uma obrigação legal, essa regulamentação contribui para eliminar barreiras de comunicação, padronizar os serviços públicos e ampliar o acesso da comunidade surda aos seus direitos.
Neste artigo, apresentaremos o que é um decreto municipal de acessibilidade em Libras, por que ele é importante para os municípios e quais normas servem de base para sua elaboração.
Além de apresentar como estruturar esse documento e quais exigências legais devem ser observadas em áreas como saúde, atendimento ao cidadão, eventos públicos e plataformas digitais. Também explicaremos como soluções tecnológicas podem apoiar a implementação dessas medidas de forma mais eficiente em sua região.
O que é um decreto municipal de acessibilidade em Libras?
Um decreto municipal de acessibilidade em Libras é um ato normativo (uma regra oficial publicada pela prefeitura) editado pelo Poder Executivo municipal para regulamentar como os órgãos públicos devem garantir o atendimento às pessoas surdas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Seu objetivo é transformar as determinações previstas na legislação federal em procedimentos claros para as secretarias, autarquias e demais serviços da prefeitura.
No contexto da administração pública, o decreto define responsabilidades, estabelece padrões de atendimento, determina quais serviços devem ser acessíveis e orienta a implementação de recursos que assegurem a comunicação entre servidores e cidadãos surdos. Dessa forma, o município cria regras uniformes para oferecer um atendimento inclusivo em diferentes canais, tanto presenciais quanto digitais.
A principal função do decreto é regulamentar a aplicação das normas de acessibilidade dentro da realidade do município. Embora a legislação federal já reconheça os direitos das pessoas com deficiência auditiva e das pessoas surdas, cada prefeitura precisa definir como esses direitos serão colocados em prática nos serviços públicos.
Na prática, o decreto pode estabelecer critérios para o atendimento em Libras, indicar os setores prioritários, definir responsabilidades de cada secretaria e prever mecanismos de monitoramento para garantir o cumprimento das medidas de acessibilidade.
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Por que os municípios precisam regulamentar a acessibilidade para surdos?
Regulamentar a acessibilidade para pessoas surdas é uma forma de garantir que os direitos previstos na legislação sejam efetivamente aplicados na rotina da administração pública. Sem um decreto municipal, cada órgão pode adotar procedimentos diferentes, o que gera insegurança jurídica, atendimento desigual e barreiras de comunicação para o cidadão.
Ao estabelecer regras claras, o município padroniza o atendimento em Libras, define responsabilidades entre as secretarias e cria mecanismos para que todos os serviços públicos ofereçam condições de acesso à informação e à comunicação.
A legislação brasileira assegura o direito das pessoas surdas à comunicação acessível em órgãos públicos. No entanto, a regulamentação municipal é o instrumento que transforma essas obrigações em procedimentos práticos, indicando como cada setor deve atuar para cumprir a lei.
Isso facilita a implementação de políticas públicas, reduz falhas operacionais e fortalece a conformidade legal da prefeitura.
Qual é o decreto que regulamenta a Lei de acessibilidade?
A principal norma que regulamenta a acessibilidade em Libras no Brasil é o Decreto nº 5.626/2005, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, responsável por reconhecer a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão.
Esse decreto estabelece diretrizes para a promoção da acessibilidade em diferentes áreas, como educação, saúde e atendimento público, além de orientar a oferta de recursos que permitam uma comunicação efetiva entre pessoas surdas e os órgãos públicos.
Outra norma fundamental é a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que reforça o direito das pessoas com deficiência à acessibilidade e determina que a administração pública elimine barreiras de comunicação e garanta o acesso à informação em igualdade de condições.
Na prática, isso significa que estados e municípios devem adotar medidas que assegurem o atendimento adequado à comunidade surda, tanto nos serviços presenciais quanto nos canais digitais.
Embora essas leis e decretos sejam de âmbito federal, cabe aos municípios regulamentar sua aplicação por meio de um decreto municipal de acessibilidade em Libras.
Esse documento adapta as exigências legais à realidade da administração local, definindo como será prestado o atendimento em Libras, quais órgãos deverão oferecer esse recurso, quais responsabilidades cabem a cada secretaria e como será realizado o acompanhamento das ações de acessibilidade.
Dessa forma, o município transforma as determinações da legislação federal em procedimentos claros e aplicáveis à sua estrutura administrativa.
Como elaborar um decreto municipal de acessibilidade em Libras?
A elaboração de um decreto municipal de acessibilidade em Libras deve seguir as diretrizes da legislação federal e considerar a realidade da administração pública local. O documento precisa estabelecer regras claras para garantir que as pessoas surdas tenham acesso aos serviços públicos sem barreiras de comunicação. Confira um passo a passo objetivo.
1. Identifique os serviços que precisam de atendimento em Libras
O primeiro passo é mapear os órgãos e serviços municipais que realizam atendimento ao público, identificando aqueles considerados essenciais, como unidades de saúde, assistência social, educação, centrais de atendimento ao cidadão e demais repartições com contato direto com a população.
2. Defina as formas de atendimento acessível
O decreto deve indicar como será oferecida a comunicação em Libras. O município pode prever atendimento por intérpretes presenciais, centrais de videochamada ou plataformas digitais especializadas, desde que o recurso seja capaz de garantir uma comunicação eficiente e acessível.
3. Estabeleça responsabilidades dos órgãos municipais
Cada secretaria deve ter atribuições definidas para implementar e manter as medidas de acessibilidade. O decreto também pode indicar quais setores serão responsáveis pelo acompanhamento, pela fiscalização e pela atualização das ações previstas.
4. Determine critérios para os canais digitais
Além do atendimento presencial, o decreto deve contemplar os serviços digitais da prefeitura, incluindo portais, sistemas de atendimento e demais plataformas utilizadas pelos cidadãos. Isso amplia o acesso da comunidade surda às informações e aos serviços públicos.
5. Preveja monitoramento e atualização
Após a publicação do decreto, é importante estabelecer mecanismos de avaliação para verificar se as medidas estão sendo cumpridas e realizar ajustes sempre que necessário, garantindo a melhoria contínua da acessibilidade.
Quais são as exigências legais para o atendimento público em Libras?
A legislação brasileira determina que os órgãos públicos adotem medidas para eliminar barreiras de comunicação e garantir atendimento acessível às pessoas surdas. Essas exigências podem ser atendidas por meio de intérpretes de Libras, tecnologias assistivas ou plataformas especializadas, desde que assegurem uma comunicação efetiva entre o cidadão e a administração pública. Entenda:
Garantia de intérpretes em hospitais e postos de saúde
Os serviços de saúde devem possibilitar que pacientes surdos recebam atendimento com acessibilidade em Libras, permitindo uma comunicação clara durante consultas, procedimentos, orientações médicas e demais atendimentos, preservando a autonomia e a segurança do paciente.
Centrais de atendimento ao cidadão
Os canais de atendimento da prefeitura precisam oferecer alternativas acessíveis para que pessoas surdas possam solicitar serviços, esclarecer dúvidas e acompanhar demandas sem depender de terceiros para intermediar a comunicação.
Eventos públicos
Eventos promovidos pelo município, como audiências públicas, cerimônias oficiais, campanhas institucionais e ações comunitárias, devem adotar recursos de acessibilidade em Libras para ampliar a participação da comunidade surda.
Plataformas digitais da prefeitura
Sites, portais de serviços, sistemas de protocolo e demais plataformas digitais também devem oferecer recursos que facilitem a comunicação em Libras. A acessibilidade digital amplia o acesso às informações públicas e permite que o cidadão utilize os serviços municipais com maior autonomia.
Quais os benefícios de utilizar uma plataforma digital como o ICOM?
A adoção de uma plataforma digital como o ICOM facilita a implementação das medidas previstas em um decreto municipal de acessibilidade em Libras. Em vez de depender exclusivamente da disponibilidade de intérpretes presenciais, a prefeitura pode oferecer atendimento remoto em Libras de forma rápida, ampliando o acesso da população surda aos serviços públicos.
Além de contribuir para o cumprimento das exigências legais, a plataforma promove mais eficiência operacional, padroniza o atendimento entre diferentes órgãos municipais e reduz barreiras de comunicação em serviços presenciais e digitais. Como resultado, o município fortalece suas políticas de inclusão, melhora a experiência do cidadão e amplia o acesso da comunidade surda aos serviços públicos.
Com uma plataforma como o ICOM, sua prefeitura pode ampliar o acesso da população surda aos serviços públicos, oferecer atendimento acessível em Libras e facilitar o cumprimento das exigências legais. Assim, é possível tornar a comunicação mais acessível para quem utiliza os serviços municipais.
Especialista em Acessibilidade, ICOM
