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A realização de eventos corporativos sem acessibilidade é um erro estratégico, que não só impede a participação de pessoas com deficiência ou necessidades especiais, mas também gera graves prejuízos para a imagem, a conformidade legal e a capacidade de inovação de uma empresa.

Em contraponto, a adoção de práticas inclusivas como recomendações presentes no Manual de Acessibilidade em Eventos Presenciais lançado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) demonstra compromisso social, amplia oportunidades de participação e valoriza a diversidade.

Portanto, refletir sobre os riscos e prejuízos de realizar eventos corporativos sem acessibilidade não é apenas um exercício de consciência é uma urgência para quem quer construir ambientes verdadeiramente inclusivos, equitativos e representativos.

Nós trouxemos detalhes sobre o que são eventos corporativos sem acessibilidade, quais as consequências de ignorar a necessidade de tornar seu evento acessível e outras informações pertinentes para contribuir para que seus eventos sejam bem-sucedidos.

O que são eventos inclusivos?

Um evento inclusivo é aquele estrategicamente planejado para garantir que todas as pessoas independentemente de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas, culturais ou socioeconômicas possam participar plenamente e com autonomia

No contexto do Brasil, a inclusão da comunidade surda exige atenção especial à comunicação por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), além de recursos como legendas e materiais visuais claros.

Isso significa que, desde o início da organização, cada elemento do evento é pensado para acolher a diversidade: desde a escolha do local, acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, até a disponibilização de recursos como intérpretes de Libras, legendas em tempo real, audiodescrição, materiais em braile, cardápios acessíveis e comunicação clara.

Mas a inclusão não se limita ao aspecto físico. Afinal, envolve também criar um ambiente seguro, respeitoso e representativo, onde diferentes corpos, vozes e experiências sejam considerados e valorizados.

Em um evento inclusivo, o planejamento leva em conta necessidades alimentares, diversidade cultural, linguagem neutra e acessível, além de práticas que evitem discriminação ou constrangimentos.

Em essência, eventos inclusivos são aqueles que reconhecem a pluralidade humana e se comprometem a remover barreiras visíveis ou invisíveis para que todas as pessoas tenham a mesma oportunidade de participar, aprender, interagir e se sentir parte do que está sendo construído.

Sua empresa pretende promover eventos corporativos acessíveis para a equipe e clientes? Conte com a plataforma ICOM para garantir a atuação de intérprete de Libras visando que a comunidade surda tenha acesso a tudo que ocorre durante o evento inteiro.

Quais são as consequências da falta de acessibilidade em eventos?

A falta de acessibilidade em eventos desencadeia uma série de consequências que vão muito além de simples dificuldades logísticas. Ela impacta diretamente a reputação da organização, sua conformidade legal e sua capacidade de gerar conexões e oportunidades reais. A seguir, compreenda o detalhamento de cada ponto:

Riscos legais

Quando um evento é planejado sem acessibilidade a equipe responsável está violando a Lei Brasileira de Inclusão (LBI – Lei nº 13.146/2015), que estabelece a obrigatoriedade de garantir condições de participação plena para pessoas com deficiência em ambientes públicos e privados.

Quando um evento não oferece rampas, sinalização adequada, materiais acessíveis, intérpretes de Libras ou outros recursos necessários, a empresa se expõe a multas, processos civis, denúncias administrativas e até responsabilização dos organizadores.

Além disso, a falta de acessibilidade pode gerar impedimentos para obtenção de autorizações ou alvarás, dependendo da regulamentação municipal. Em suma, ignorar a acessibilidade não é apenas falta de cuidado, é descumprimento legal. E isso pode trazer prejuízos financeiros e jurídicos significativos.

As multas e sanções são relacionadas ao tamanho do evento, podendo chegar a uma parcela significativa do faturamento da empresa. As sanções podem incluir multas diárias, suspensão de alvarás de funcionamento e até mesmo ações civis públicas por danos morais coletivos, dado o número de pessoas impactadas pela falta de acessibilidade. 

A exposição ao risco legal é um fator que nenhum gestor de RH ou executivo C-level deve ignorar, pois afeta diretamente a saúde financeira e a governança da companhia

Danos à imagem

A percepção pública é um dos ativos mais valiosos de uma marca e também um dos mais frágeis. Quando um evento é inacessível, ele comunica, ainda que indiretamente, que a empresa não considera todas as pessoas em seu planejamento.

Esse tipo de exclusão se espalha rapidamente pelas redes sociais, impacta o posicionamento da marca e pode gerar crises de reputação.

Em um cenário onde diversidade e inclusão estão no centro das expectativas dos consumidores, patrocinadores e colaboradores, promover eventos sem acessibilidade coloca a organização na contramão dos valores contemporâneos.

A imagem de descuido ou desinteresse pode afetar parcerias, patrocínios e até o engajamento interno. Portanto, é mais grave do que a maior parte das pessoas imagina, podendo gerar repercussões negativas para a marca por muitos anos.

Risco de cancelamento

Na era das mídias sociais, um único incidente de exclusão pode se tornar viral em questão de horas. A empresa passa a ser vista como negligente ou insensível às questões de direitos humanos. 

Isso não apenas afeta a percepção externa, mas também a atração e retenção de talentos, uma vez que a nova geração de profissionais valoriza profundamente culturas corporativas verdadeiramente inclusivas.

 

Portanto, é prejudicial no momento da execução do evento e também pode repercutir de forma significativa no mercado, manchando a reputação da empresa por muito tempo.

Perda de oportunidades

Eventos são oportunidades de networking, visibilidade, troca de conhecimento e fortalecimento institucional.

Ao não garantir acessibilidade, a empresa restringe o público participante, reduzindo seu alcance e deixando de se conectar com potenciais clientes, parceiros, talentos e influenciadores.

Além disso, a exclusão limita a diversidade de perspectivas, diminuindo o potencial de inovação e aprendizado que um evento plural poderia proporcionar. Para organizações que buscam expansão, competitividade e relevância no mercado, perder públicos inteiros por falta de acessibilidade significa abrir mão de crescimento e de novas relações estratégicas.

Em resumo, a empresa é extremamente prejudicada ao estruturar seus eventos corporativos sem a devida acessibilidade, a empresa é diretamente prejudicada. Essa perda não é apenas numérica; é qualitativa. 

A ausência de diversidade de pensamentos e experiências limita a capacidade do evento de gerar insights inovadores e networking significativo. Em um mercado cada vez mais competitivo, a exclusão de um público relevante é uma autossabotagem de crescimento, resultando em menor visibilidade, menos parcerias estratégicas e, consequentemente, menor retorno sobre o investimento (ROI) do evento.

Quais são os principais tipos de eventos corporativos?

Os principais eventos corporativos são aqueles utilizados pelas empresas para treinar equipes, fortalecer a cultura organizacional, promover networking, lançar produtos e aproximar marcas de parceiros e clientes. Eles variam conforme o objetivo, o público e o formato. Conheça os tipos mais comuns:

São eventos que reúnem grandes grupos de colaboradores, franqueados ou representantes comerciais para alinhar metas, apresentar resultados e fortalecer a cultura da empresa ao longo das interações.

São eventos maiores, normalmente com palestrantes renomados, que discutem temas relevantes para o setor da empresa, o que torna a participação relevante para toda a equipe impactada pelo conteúdo abordado.

Podem envolver painéis, workshops e feira de negócios, visando que os profissionais da equipe se atualizem e possam ter bons resultados no mercado em que atuam.

Voltados ao desenvolvimento profissional, com foco em capacitação prática. São comuns para implementar novas metodologias, tecnologias ou competências internas. Mas só são eficientes quando todos os profissionais podem participar. 

Se parte da equipe é excluída, é natural que a performance coletiva seja impactada negativamente.

São eventos voltados ao mercado e à imprensa, destinados a apresentar novos produtos ou serviços e visam gerar comentários positivos no mercado sobre o lançamento. 

Muito embora não seja necessário que toda a equipe participe de lançamentos, é importante que o evento seja inclusivo para a participação da imprensa e convidados.

Os eventos de integração costumam ser pensados para fortalecer a imagem da marca e o relacionamento com os novos contratados. Todavia, se não são acessíveis já iniciam uma jornada de exclusão que impacta diretamente no aumento de turnover na empresa.

Muito comuns em alguns setores como tecnologia, saúde, varejo e indústria, são eventos onde as empresas se conectam com o público e com concorrentes, acompanhando inovações do setor. Por isso, é fundamental que sejam eventos acessíveis a todos.

Qual é a legislação que regulamenta a acessibilidade em eventos?

Quando se fala em acessibilidade em eventos no Brasil, existem diferentes legislações que são aplicáveis, como a LBI, normas técnicas da ABNT e a Lei n° 10.098/2000. Nós trouxemos mais detalhes sobre cada uma delas, compreenda:

Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI — Lei nº 13.146/2015)

É a Lei dos direitos das pessoas com deficiência. Estabelece que edificações, espaços e serviços de uso coletivo devem garantir acessibilidade e que pessoas com deficiência têm direito à participação em igualdade de condições inclusive em eventos, conferências, espetáculos, atividades culturais, entre outros.

A legislação é aplicável a eventos públicos e privados. Não promover condições de acessibilidade é entendido como uma ilegalidade que é passível de multas e sanções.

Lei nº 10.098/2000

A Lei n° 10.098/2000 define normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em edificações, transportes, espaços urbanos etc. Sua regulamentação orienta a adaptação de espaços e a remoção de barreiras arquitetônicas.

Portanto, é um guia útil para quem tem pouca experiência na promoção de eventos corporativos, visando entender parâmetros e adotá-los para remover barreiras que impeçam a acessibilidade.

ABNT NBR 9050

Muito embora não seja uma legislação, é a norma técnica brasileira que define critérios técnicos de acessibilidade para edificações, espaços, mobiliário urbano e equipamentos. Ou seja, ela orienta como adaptar fisicamente os espaços incluindo auditórios, salas de evento, acessos, banheiros, assentos reservados e outras medidas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Dessa forma, a norma contribui positivamente para que o evento possa ser verdadeiramente acessível, seguindo parâmetros que trarão conforto e mobilidade para pessoas com diferentes deficiências.

Como garantir a acessibilidade em eventos corporativos?

Garantir acessibilidade em eventos corporativos exige uma abordagem estratégica, contínua e consciente, que começa muito antes da execução do projeto, desenvolvendo um planejamento acessível com base em consulta de especialistas. A seguir, o detalhamento de como aplicar boas práticas em cada etapa:

Planejamento acessível desde o início

A acessibilidade não pode ser tratada como um detalhe ou um ajuste de última hora. Ela precisa fazer parte do planejamento inicial do evento, quando ainda se escolhe o local, define-se a programação e se desenham os fluxos de circulação.

Isso inclui prever orçamentos específicos para recursos de acessibilidade, analisar a estrutura física do espaço, mapear possíveis barreiras e planejar soluções antecipadamente.

Quando a inclusão é pensada desde o começo, evita-se improvisos, reduz-se custos e garante-se que o evento seja estruturado para receber todos os participantes com segurança e autonomia, minimizando riscos e potencializando o sucesso do evento.

Consulte pessoas com deficiência

Nenhuma decisão sobre acessibilidade deve ser tomada sem ouvir quem realmente vivencia essas necessidades. Consultar pessoas com deficiência como os colaboradores, consultores, organizações ou especialistas permite identificar barreiras que muitas vezes passam despercebidas pelo olhar de quem não enfrenta estas limitações no dia a dia.

Além disso, o diálogo com esse público ajuda a compreender preferências, necessidades específicas e ajustes finos que podem tornar a experiência realmente inclusiva.

Essa participação evita erros comuns e demonstra um compromisso genuíno com a inclusão. Contribuindo para que o evento seja um sucesso, graças a participação ativa de todos os envolvidos, desde o responsável pelo planejamento até os consultores que também são parte do público de seu evento.

Garanta acessibilidade arquitetônica

É fundamental escolher um local para a realização de seu evento que promova condições físicas necessárias para que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam circular pelo espaço com independência.

Isso inclui rampas com inclinação adequada, elevadores funcionando, banheiros adaptados, corredores amplos, pisos antiderrapantes, vagas reservadas próximas às entradas e assentos acessíveis dentro de auditórios.

Além disso, também envolve sinalização clara e tátil, iluminação adequada e rotas acessíveis do estacionamento à área do evento. Sem essas condições, a participação plena se torna inviável e o evento automaticamente exclui parte do público.

Implemente recursos de comunicação inclusiva

Para que a informação chegue a todos, é essencial garantir acessibilidade comunicacional. Isso inclui intérpretes de Libras, legendagem em tempo real, audiodescrição para pessoas com deficiência visual, materiais digitais compatíveis com leitores de tela e linguagem clara nos materiais informativos.

Além disso, slides, vídeos e apresentações devem respeitar boas práticas de contraste, tipografia e clareza visual. A comunicação inclusiva assegura que todos os participantes compreendam o conteúdo, interajam e aproveitem a experiência sem barreiras.

Opte por utilizar linguagem apropriada, que facilite o entendimento do conteúdo ao longo de toda a interação. A acessibilidade comunicacional vai muito além de contratar um intérprete de Libras, é preciso pensar todo o discurso para que as pessoas que participam do evento tenham entendimento pleno.

Treine as equipes de apoio

Mesmo com toda a estrutura pronta, um evento só será realmente acessível se as equipes souberem acolher, orientar e agir corretamente diante de diferentes necessidades.

Portanto, é essencial treinar recepcionistas, monitores, seguranças, equipes técnicas e fornecedores é essencial para evitar situações desconfortáveis ou discriminatórias. 

O treinamento deve abordar desde protocolos de atendimento até como operar equipamentos de acessibilidade, como acompanhamentos, rampas móveis, sistemas de audiodescrição ou dispositivos de mobilidade.

Quando a equipe está preparada, o participante com deficiência sente-se respeitado e seguro, sabendo que terá suporte imediato de uma equipe eficiente para auxiliá-lo em diferentes demandas ao longo do evento.



Conclusão

Garantir a acessibilidade em eventos corporativos não é apenas uma exigência legal, mas uma demonstração de respeito, responsabilidade social e visão estratégica. Ao planejar com antecedência, ouvir pessoas com deficiência, adaptar a estrutura física, ampliar os recursos de comunicação e capacitar as equipes, as empresas constroem experiências verdadeiramente inclusivas por meio dos eventos corporativos.

Aproveite que agora compreende todas as implicações dos eventos corporativos sem acessibilidade, que mancham a reputação da empresa e são excludentes e planeje adequadamente seus próximos eventos.

Eventos acessíveis fortalecem a imagem da organização, ampliam oportunidades e promovem ambientes mais humanos e representativos. Conte com a plataforma ICOM para garantir inclusão real para colaboradores e plateia surda em seus eventos corporativos.

 

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Especialista em Acessibilidade, ICOM

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